terça-feira, 19 de maio de 2009

Mídia globalizada: tem limítes?

Os meios de comunicação, os veículos de comunicação se comprometem com o que chamamos de verdade. Se comprometem em mostrar a realidade para a sociedade. Quer dizer, este seria o ideal.
Alguns anos atrás chamava-se de comunicador, orgão de comunicação, meio de comunicação, os tradicionais veículos que ainda existem. São os jornais, revistas, televisão, rádio e... de um tempo para cá, a internet. Vivemos em um meio informatizado, onde a maior propaganda é a interatividade. Assistimos televisão e opinamos, conversamos com ela. Ouvimos o rádio e comentamos com ele. A notícia, o ato de noticiar está acessível a todos. Agora, não só os jornalistas, mas a sociedade virou repórter dela mesma e está espaldada em uma grande aliada: a internet. Esse meio é algo revolucionário. É lá aonde as pessoas sentem-se livres para serem que e como quiserem. É lá que a sociedade encontra suas soluções e cria os seus problemas.
Grande parte do que é noticiado está vinculado a essa massa qie se comunica. Toda essa possibilidade de ser o reporter de seu próprio dia a dia, permite que, em alguns casos, essa situação se torne abusiva.
A sociedade que participa desse meio está segura por contratos que protegem sua identidade e possibilita que tenham maior "liberdade".
É espantoso perceber que, se por um lado, a tecnologia e a interatividade podem ajudar a sociedade, também podem prejudicar. O que dizer sobre os casos de pedofilia? Uma guerra travada diariamente aonde em uma sociedade que denuncia, existem aqueles que cometem o crime. E pior, são segurados pela não identificação. Pedófilos não foram presos, porque o provedor não podia revelar a identidade de seus assassinos.
A sociedade vive uma inversão, uma confusão de papeis. Aonde todos podem tudo e tudo convém para que se permaneça assim.

por Antonio Ribeiro

Será o futuro da profissão?

Não é de hoje que a indústria cultural influência a sociedade, cada vez mais a mídia cria espetáculos interessantes para que a massa consuma, gerando audiência e assim obtenham lucros.
Desde os tempos pré modernos existe espetáculo; na Grécia destacaram-se as olimpíadas, na Roma Antiga ofertas públicas de pão e circo, entre outros.
Segundo Guy Debord, o conceito “sociedade do espetáculo” onde tudo é especularizado e levado a mídia envolvendo entretenimento. Ele relaciona jornalismo ( manchetes e internet) como megaespetáculos onde as noticias são mostradas de modo exagerado, exemplos disso foi o caso do presidente Bill Clinton envolvido com escândalos sexuais; os ataques de 11 de setembro onde foi mostraram a dor para comover os telespectadores e muitos outros casos.
O jornalismo perde seu papel de informar e passa a se adequar ao espetáculo para donos de jornais, revistas e internet lucrem mais com produções nem um pouco jornalísticas.
Fica a pergunta a “sociedade do espetáculo” tomara o lugar do jornalismo sério e comprometido com a sociedade?

Fonte: Texto " Sociedade midiatizada"

Adriana Monteiro

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Literatura no celular vira febre no Japão

A ficção de celular virou um fenômeno de venda de livros no Japão. E agora ganha adeptos entre brasileiros


Ele é simples, gostoso de ler e fácil de carregar. Além de tudo, vende muito. Não se trata de um novo livro, e sim de seu celular. Depois da fotografia, da internet e da música, chegou a vez de a literatura invadir a telefonia móvel, na forma e velocidade de um torpedo. A ideia é um sucesso vindo do Japão. Os “romances de celular” (em japonês, keitai shosetsu) fizeram cinco em cada dez best-sellers do país em 2007. Foram temas de mangás, filmes e telenovelas. E a onda está ganhando adeptos no Brasil. A nova modalidade literária não dá espaço para Josés Saramagos, Mias Coutos e assemelhados. As frases são curtas, os textos não passam de 120 caracteres. É uma linguagem... telegráfica, como diriam os modernistas. Além disso, caso o leitor não goste, pode deletar os romances sem remorso. O fenômeno pegou entre as adolescentes, que escreviam anonimamente sobre suas experiências. Os capítulos eram curtos e podiam ser acessados por celular. As confidências viraram febre entre as garotas. Apesar disso, o primeiro romance de celular foi criado por um homem. Em 2000, um rapaz de codinome Yoshi, de Tóquio, passou a observar os estilos de vida de jovens em seu bairro. Teve então a ideia de escrever Deep Love (Amor Profundo), um romance sobre o dia a dia de jovens em Tóquio, e publicá-lo num site para celular. Nove anos depois, o Japão já tem mais de 1 milhão de textos desse tipo só no maior site, o Maho i-Land.

A fama do keitai shosetsu no Japão se deve a três fatores. O primeiro é a popularidade do celular. Uma pesquisa publicada pelo Grupo de Trabalho para o Resgate da Educação do Japão diz que 31% das crianças do 1º ao 6º ano de escolaridade e 58% das que estão entre o 7º e o 9º ano usam o aparelho. Outro motivo é preencher o tempo livre no transporte público. E o terceiro, a necessidade dos jovens de se expressar. “A sociedade japonesa é opressora do individual em favor da mentalidade de grupo, e o keitai shosetsu é a válvula de escape”, afirma Donatella Natili, pesquisadora de literatura japonesa da Universidade de Brasília.

No Brasil, onde interação faz parte da cultura, a história é diferente. O celular é buscado não por meninas tímidas, mas por artistas com propostas inovadoras. Um deles é o paranaense Samir Mesquita. Ele começou sua carreira com um livro de contos tão minúsculo que cabia em embalagens de caixinhas de fósforo. Aos poucos, percebeu que sua concisão também cabia na telinha de um celular. Levou então o desafio mais longe. Agora está escrevendo um romance, que será impresso e trará alguns capítulos em SMS (mensagens de celular). Samir não está só. A carioca Josefina Mello, de 60 anos, mora em São José dos Campos, São Paulo, e é uma mulher antenada: tem Orkut, e-mail e vai à faculdade. Mais: ela também é poeta de celular. Em dezembro, foi convidada pela escritora e produtora cultural Beatriz Galvão para invadir as caixas de entrada de 150 celulares do Vale do Paraíba, com outros 11 poetas. “Para quem se acostumou a receber só mensagem da operadora, deparar com uma poesia causou surpresa”, diz Josefina. “Recebi e-mails com elogios de gente querendo ler o poema inteiro. Isso criou uma troca mais efetiva com os leitores”. Como ela, 30 autores enviaram microcontos por torpedo a 2 mil interessados, durante a Mostra Sesc de Artes de São Paulo de 2008.
Por Maria Alves
Referências : Revista da Cultura edição 22 - maio de 2009 página 12

domingo, 17 de maio de 2009

Você acredita em tudo que lê?

A midia é uma imensa fábrica de ilusões, mas nem tudo que sai no jornal é verdade, prova disso foi o estudante Shane Fitzgerald, 22 anos, estudante da Universidade de Dublin, na Irlanda. Ele usou a Wikipédia para mostrar os riscos que os veículos de comunicação correm ao não checar as informações divulgadas na Internet. Mas sua pesquisa levantou a seguinte questão, será que nós não temos dado muita credibilidade a quem não merece? Como jornalista também nos arriscamos ao passar um informação de fonte duvidosa. Logo após a morte do compositor Maurice Jarre famoso por compor a trilha sonora de grandes sucessos de bilheteria, foi vencedor de três Oscars, quatro Globos de Ouros, dois BAFTA, GRAMMY, ASCAP, no final de março, ele inventou uma frase e lançou na enciclopédia colaborativa atribuindo-a ao artista. Grandes jornais como The Guardian, o “Guardian” caiu na história e fez uma correção em seu obituário, dizendo que a frase tinha sido criada na Wikipedia e se espalhou por outros sites. A mídia atua como gatekeepers (porteiros) da informação, mas se eles filtram os assuntos publicados, cabe aos leitores, selecionar o conteúdo e comparar. Pois nem tudo que é publicado pode ser verdade, quem não se lembra do boato sobre a morte de Paul McCartney? Para os desavisados vou contar a história. Paul estava em seu furgão tocando de biquini sem parar (ops, B.B. King sem parar), quando de repente seu furgão bateu num carrinho de camelô. Educado, Paul saiu do furgão e foi tentar ver se estava tudo bem com o camelô, porém quando ia se aproximando. Ouviu o novo CD do NX Zero. Ficou atordoado e paralizado instantaneamente. Logo após tal atitude, o SAMU foi acionado, mas já era tarde demais: Paul tinha se decepcionado com os rumos do Rock e se matou colocando o MP3 Player com todas as músicas do Fresno e do CPM 22, tendo falência múltipla de orgãos instantaneamente. Os paramedicos tentaram reagi-lo mas era tarde demais. Após a suposta morte teriam colocado um dublê em seu lugar e revelado pistas da morte de Paul em seus Cds. Bem a história não foi bem essa, mas se publicassem no New York Times quantos questionaríam? Paul McCartney é o canhoto e baixista mais famoso da história do rock a história verdadeira aconteceu quando (segundo a Wikipédia) no dia 12 de outubro de 1969, um telefonema anônimo ao DJ Russ Gibb da radio WKNR-FM de Dearborn, Michigan, informou sobre a morte de Paul dizendo que se a canção "Revolution 9" fosse ouvida ao contrário seria possível ouvir turn me on, dead man (reviva-me, homem morto). Posteriormente um estudante da Universidade de Michigan publicou uma revisão sobre o álbum Abbey Road detalhando vários indícios da morte de Paul McCartney. Um desses indícios seria a capa do CD Abbey Road (que não é do meu tempo rsrs) Na capa com os Beatles atravessando a rua Paul está com o passo trocado em relação aos outros, é o único fumando e está descalço (os mortos são enterrados descalços) além de estar com os olhos fechados. Lennon de branco representa a religião ou o próprio deus, Ringo a igreja ou o padre, Paul o cadáver e George o coveiro.O cigarro que Paul segura está na mão direita. o Paul verdadeiro era canhoto, estaria com o cigarro na outra mão. Um fusca branco estacionado na rua tem a placa 28IF um lembrete de que Paul teria 28 anos se estivesse vivo. O Fusca na Inglaterra é chamado de "Beetle". Na letra de Come Together "one and one and one is three" ou "um mais um mais um são três" se refere aos apenas três Beatles restantes. O que era para ser apenas um boato, tomou proporções gigantescas graças a mídia. E mesmo com Paul vivo tem gente que ainda acredita nesse boato.


por Viviane Lima



O Twitter e uma capivara lagunar

Coqueluche da vez na internet, o Twitter banaliza a evasão da privacidade com posts de 140 toques

Você já deu a sua twittada hoje? Pois é... o Twitter é a coqueluche do momento no ciberesepaço. Uma espécie de gripe suína na internet.

Sem receio de parecer um ogro pouco afeito à tecnologia, confesso que não tenho conta no Twitter, essa espécie de filho de blog com SMS. Estou no Orkut desde o início, fui arrastado para o Facebook, mas tenho resistido ao Twitter, assim como não aderi ao (falecido?) Second Life. Tenho as minhas razões de ordem filosófica, prática e até emocional para tanto.

Meu primeiro contato, há alguns meses, foi uma experiência surreal. Uma amiga que twitta mostrou um post de um amigo em comum. O sujeito, um obcecado por esportes cujo nome manterei no anonimato, reclamava do calor com o seguinte comentário: "Banho inútil. Suando como uma capivara lagunar".

Obrigado, mas prefiro viver sem esse tipo de informação desnecessária sobre os hábitos de (pouca) higiene do meu amigo. Se de perto ninguém é normal, como já disse Caetano, visto pelo Twitter, aí é que ninguém se salva mesmo.

Cada post no Twitter está limitado a 140 toques. Cada atualização é exibida em tempo real no perfil do usuário e enviada a outros usuários que tenham "assinado" como seus seguidores.

Para a maioria da humanidade, contudo, 140 toques sobre o próprio cotidiano é uma enormidade. Daí a profusão de obviedades como "acordei", "estou com fome, vou almoçar", "esse ataque do Flamengo é uma droga" e coisas do gênero. É a trivialidade da vida dos outros exposta de forma acintosa. Eu passo, obrigado.

Reconheço alguma utilidade no Twitter. Há quem se beneficie dessas mensagens curtas e instantâneas. Quem precisa transmitir uma informação importante para muita gente, funcionários de uma grande empresa, por exemplo. Ou quem quiser receber notícias em tempo real.

Outro uso do Twitter tão inconsequente quanto a evasão da privacidade banal dos conhecidos, só que um pouco mais divertido, é a elaboração de perfis falsos de celebridades. São paródias dessa febre e grassam no Brasil e no exterior.

Por aqui já são clássicos os do ator Victor Fasano, do crítico de cinema Rubens Ewald Filho, do ex-jogador Renato Gaúcho e de "O Criador". Lá fora, são hilários os do personagem de Darth Vader e do ícone da pancadaria Chuck Norris. Melhores do que se fossem os originais.

Fonte: Jornal Destak - Luiz Antonio Ryff - Editor executivo

sábado, 16 de maio de 2009

O jornalismo não vai acabar!

Por Erika Bismarchi




“O que espanta na Internet é essa quantidade absurda de notícias mal apuradas e opinião desenfreada. Isso é produto da rede, é a novidade, o desafio.” (Caio Túlio Costa / Observatório da Imprensa)

Tomando como principio essa frase do jornalista Caio Túlio Costa e o que foi aprendido em aula em relação às novas tecnologias que são inventadas todos os dias. Surge à preocupação de como será a profissão dos jornalistas no futuro. Dúvidas são freqüentes. Como será o jornalismo no futuro? Será que o jornal impresso acabará mesmo? E o rádio?

Creio que o suporte mudará, folhas e mais folhas que sujam as mãos serão trocadas por um pequeno laptop onde teremos a mobilidade de acessar de qualquer lugar, diferentes cadernos de jornais distintos, sem ter que andar com um batalhão de páginas embaixo do braço, apenas uma bolsinha para guardar um mini computador portátil bastará!

Será que a geração futura assistirá aulas por um Black Barry? Diariamente diminuem os tamanhos de nooteboks para maior mobilidade, todos os dias inventam celulares com mais recursos tecnológicos.

Assim como as histórias de contos de fadas foram adaptadas para os dias atuais em novelas, minisséries, o jornalismo irá se adaptar aos novos suportes. Mas, precisaremos tomar cuidado, para saber distinguir o que será notícia e o que será opinião. Já que é possível encontramos blogs voltados à informação, escrita por profissionais da área, mas também encontramos na rede blogs com textos com opinião do público, com ênfase em acontecimentos e fatos da vida real mas com falta de apuração, sendo notícias mal feitas e de pouca qualidade.

Com certeza, o jornalismo não irá acabar! E o que precisamos aprender é como lidar com esse “falsos jornalistas” que acreditam que só porque temos um recurso de fácil visualização e comunicação acreditam estar praticando o ato jornalístico.

As universidades já devem preparar os novos profissionais para saírem capacitados a esses novos suportes. A tecnologia esta evoluindo e os profissionais devem seguir essa evolução!

Um velho e um Novo Livro

"Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro" (Djavan)


O fim do Jornal Impresso pode estar mais próximo do que o previsto.

Quinta-feira assim que cheguei em casa, meu pai estava assistindo o Jornal Globo e começou uma matéria que me impediu de fazer qualquer outra coisa, me prendeu até mesmo por se tratar de um assunto que temos discutido tanto na faculdade.

A matéria mostrava os livros eletrônicos que já estão expandindo nos EUA, o telejornal escolheu duas imagens, a de pessoas lendo o livro de papel e depois as pessoas lendo os livros eletrônicos. Como se dissessem: "A realidade que vocês conhecem, vai mudar".

Apresentou os benefícios que nós já conhecemos muito bem, a economia do papel, ajudando assim na preservação da nossa natureza sempre é um dos maiores motivos.

O novo método de leitura tem suas vantagens, diferente do computador a luz não incomoda nem faz com que tenhamos dor de cabeça, ela pode ser lida até debaixo do sol. Isso é mais uma prova de que o jornal impresso está chegando ao fim.

Claro que também mostrou que existem pessoas apegadas ao velho método, como uma estudante norte americana que segurava um livro na mão e dizia que gosta do cheiro das folhas e que lê-lo a deixa calma, mostrando sua preferência pelo papel. Uma outra mulher norte americana também, apaixonada por livros e colecionadora, afirmou que um não substitui o outro, mas que é o complemento do outro, ela por sua vez aderiu a nova tecnologia, vai separar os livros que mais gosta e dar o resto ou jogar fora.

Se preparem a terra está girando e tudo está mudando.

ass:Nayelen