sábado, 16 de maio de 2009




Novelas brasileiras têm impacto sobre os comportamentos sociais

Estudos do BID mostram que as novelas ajudaram a moldar as idéias das mulheres sobre casamento e família
Famosas há muito por mostrar praias maravilhosas, personagens carismáticos e representações realistas da vida e das aspirações da classe média, as novelas brasileiras ajudaram a moldar as idéias das mulheres sobre divórcio e filhos de maneira crítica, segundo dois estudos recentes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Ambos os estudos analisam o papel da televisão e das novelas em influenciar mudanças significativas nas taxas de fertilidade e divórcio no Brasil nas três últimas décadas. As taxas de fertilidade no país caíram mais de 60% desde a década de 1970 e os divórcios aumentaram mais de cinco vezes desde a década de 1980. Durante o mesmo período, a presença de aparelhos de televisão teve uma elevação de mais de dez vezes, estando hoje em mais de 80% das residências.
As descobertas dos dois estudos, Novelas e Fertilidade: Evidências do Brasil, e Televisão e Divórcio Evidências de Novelas Brasileiras, podem ter implicações importantes para os governos de países em desenvolvimento. As autoridades desses países com freqüência têm dificuldade para educar a população em questões sociais e de saúde pública fundamentais devido à alta taxa de analfabetismo e aos níveis limitados de circulação de jornais e de acesso à internet.
“A televisão desempenha um papel crucial na circulação de idéias, em particular em nações em desenvolvimento com uma forte tradição oral, como o Brasil,” disse o economista do BID Alberto Chong, um dos autores dos estudos. “Os artigos sugerem que alguns programas de televisão podem ser uma ferramenta para transmitir mensagens sociais muito importantes que ajudem, por exemplo, a lutar contra a disseminação da epidemia de Aids e promover a proteção dos direitos de minorias.”
Os dois estudos centram-se na expansão da Rede Globo, o maior grupo de mídia do Brasil e a quarta maior rede de televisão comercial do mundo. A Globo tem ampla cobertura nacional: suas transmissões foram expandidas para 98% dos municípios do país na década de 1990, atingindo 17,9 milhões de residências, em comparação com praticamente zero em meados da década de 1960.
rápida expansão da Globo durante esses anos e a mudança acentuada de alguns indicadores sociais brasileiros oferecem um campo fértil para pesquisas. Os estudos realizam uma série de testes econométricos com resultados estatísticos consistentes. Utilizam dados demográficos amplos e informações detalhadas sobre a expansão da cobertura dos sinais de televisão e sobre o conteúdo das novelas no Brasil nas três últimas décadas.


Impacto da televisão
Os estudos mostram que a televisão teve um papel importante na influência das percepções das mulheres sobre casamento e família de 1970 a 1991, ao lado de outros fatores bem estudados como aumento dos níveis de instrução e do acesso a contracepção e algumas políticas governamentais.
O primeiro estudo encontrou que as taxas de fertilidade, ou o número de nascidos vivos por mulher em idade reprodutiva, foram significativamente mais baixas em áreas do Brasil alcançadas pelo sinal da rede Globo do que em áreas que não recebiam o sinal.
O impacto sobre o comportamento foi mais forte entre mulheres de famílias pobres e mulheres no meio ou no final de seus anos reprodutivos, sugerindo que a televisão influenciou a decisão de parar de ter filhos, e não de quando deveriam começar a ter filhos.
Em geral, a probabilidade de uma mulher ter um filho em áreas cobertas pelo sinal da Globo caiu 0,6 ponto percentual a mais do que em áreas sem cobertura. A magnitude do efeito é comparável à de um aumento de 2 anos no nível de escolaridade das mulheres. Não houve impacto nas taxas de fertilidade no ano anterior à entrada do sinal da Globo.
A exposição constante às famílias menores e menos oneradas que aparecem na televisão pode ter criado uma preferência por ter menos filhos, disse Chong.
A pesquisa de Chong sobre fertilidade e televisão também revelou um impacto relacionado sobre a taxa de divórcios. Embora os dados de apoio não fossem tão amplos, Chong encontrou que a porcentagem de mulheres separadas ou divorciadas também é maior em áreas que recebem o sinal da Globo, em particular em pequenas comunidades em que uma alta proporção da população tem acesso às transmissões da emissora. Essas áreas apresentaram um aumento de 0,1 a 0,2 ponto percentual na porcentagem de mulheres de 15 a 49 anos que são divorciadas ou separadas. O aumento é pequeno, mas estatisticamente significativo, de acordo com Chong.
O impacto é comparável a um aumento de 6 meses no nível de instrução de uma mulher, o que é um efeito muito significativo quando se leva em conta que a escolaridade média das mulheres no período era de 3,2 anos.



Influência das novelas
Sessenta a oitenta milhões de brasileiros assistem regularmente a novelas noturnas em português. A Globo domina a produção nacional de novelas, as quais geralmente mostram um modelo de família muito específic pequena, atraente, branca, saudável, urbana, de classe média ou alta e consumista.
O cenário, na maioria das vezes, são as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. Em geral, as famílias mais felizes nas novelas são pequenas e ricas, enquanto as famílias mais infelizes são mais pobres e com mais filhos.
Os estudos analisaram o conteúdo de 115 novelas transmitidas pela Globo entre 1965 e 1999 nos dois horários de maior audiência: 19 e 20 horas. Sessenta e dois por cento das principais personagens femininas não tinham filhos e 21% tinham apenas um filho. Vinte e seis por cento das protagonistas femininas eram infiéis a seus parceiros.
Os enredos das novelas com freqüência incluem críticas a valores tradicionais. Por exemplo, o sucesso de 1988 da rede, a novela Vale Tudo, apresentava uma protagonista que era capaz de roubar, mentir e enganar a fim de alcançar o seu objetivo de ficar rica a qualquer custo. A Globo também trouxe para a tela estilos de vida modernos e emancipação feminina em novelas como Dancing Days, transmitida em 1978, em que a protagonista feminina era uma ex-presidiária lutando para reconstruir sua reputação e recuperar o amor de sua filha adolescente.
A redução das taxas de fertilidade foi maior em anos imediatamente seguintes à exibição de novelas que incluíam casos de ascensão social, e para mulheres com idades mais próximas da idade da protagonista feminina da novela.
As novelas também influenciaram a escolha dos nomes dos filhos. A probabilidade de que os 20 nomes mais populares em uma determinada área incluíssem um ou mais nomes de personagens de uma novela exibida naquele ano foi de 33% se a região recebesse o sinal da Globo. Em regiões sem acesso à Globo, a probabilidade foi de apenas 8,5%.
"Há ainda indicações sugestivas de que o conteúdo das novelas tenha influenciado também as taxas de divórcio", de acordo com Chong. "Quando a protagonista feminina de uma novela era divorciada ou não era casada, a taxa de divórcio aumentava, em média, 0,1 ponto percentual."


Globo versus SBT

A expansão do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), a segunda maior rede de televisão do Brasil, não afetou as taxas de fertilidade no país durante o mesmo período.
Os estudos atribuem esse resultado a diferenças de conteúdo. As novelas da Globo são escritas por autores brasileiros e produzidas no Brasil, enquanto a maioria das novelas do SBT é importada do México, ou usa enredos importados.
"Para afetarem o comportamento, os programas têm que ser percebidos como representações realistas da sociedade brasileira", disse Chong. "O público consegue se identificar facilmente com as situações apresentadas nas novelas da Globo."
As novelas da Globo também têm produção muito mais cara do que as produzidas no México ou em outros países latino-americanos. A Globo gasta em média cerca de US$ 125.000 por capítulo de novela, ou cerca de 15 vezes mais do que qualquer rede da América Latina.
Além disso, as novelas da Globo são filmadas em locais facilmente reconhecíveis e mostram um ambiente de classe média típica que a maioria dos espectadores pode identificar, qualquer que seja a sua situação socioeconômica. fertilidade, com Chong e Ferrara




Maria Alves




sexta-feira, 15 de maio de 2009

O Homem evoluindo, a maquina produzindo.

A questão a ser discutida não é se o Homem veio do macaco ou não, se houve uma explosão ou sei lá o que. O homem vem evoluindo e essa evolução se dá de diversas formas.
Antes o aquecedor do homem era assim:





De um tempo pra cá, olha como ele se transformou:







Humm! Alguma coisa mudou não foi? De fato, e muda constantemente e acho que vai continuar a mudar enquanto houver troca de conhecimento, observação, experimentos e pensamentos. Imagina-se o quanto foi incrível quando o homem descobriu que com dois pauzinhos pudesse fazer o fogo aparecer onde quisesse. Ual! Espetacular não é mesmo? Hoje nós não fazemos esforço, temos até fogão elétrico, o que já é um grande avanço, quando há, não muito tempo atrás, o fogão ainda era a lenha. Imagina só! As mudanças não param de acontecer, hoje é só virar e clicar num botãozinho que o fogo aparece.



O Homem na sua busca de suprir as necessidades e facilitar a vida, foi revolucionando e criando coisas e coisas para que nos adiantasse sobrando mais tempo para fazer outras coisas. O tempo gasto esfregando o pauzinho, hoje é um tempo extra para fazer outra coisa. Se ganha tempo, velocidade e mais agilidade. As maquinas se tratam de extensões do homem, como uma maquina de lavar roupa, a força com os braços antes feita no tanque é substituída pela maquina, poupando nos e adiantando o serviço.



No século XX era comum ver maquinas assim:





Hoje o mais comum é:



Pois é, nem é preciso dizer o nome da imagem acima, pois se tornou tão comum a todos que dispensa apresentações, já a maquina de escrever, está quase virando relíquia, esquecida nas nossas memórias. É provável que os filhos dos nossos filhos nem saibam o que é isso.
E assim caminha a Humanidade... produzindo maquinas que produzem. E se há o medo de que sejamos dominados por elas, há também a consciência de que vivemos em um mundo com maior facilidade e mais evoluído.
ass: Nayelen






Quase vencidos pelo avanço tecnológico

Por Fernando Richter

Notícia rápida:

No Brasil isso pode demorar, mas nos Estados Unidos isso está a um passo de acontecer. O Jornal impresso, sem dúvida, deve migrar seus conteúdos jornalísticos para a web. Agora, tenho certeza de que isso está mais perto do que imaginava. Segundo sites de notícias, o The New York Times pode se tornar uma instituição sem fins lucrativos:

"O jornal americano 'The New York Times' pode se tornar uma instituição sem fins lucrativos. Pelo menos, essa seria a vontade do bilionário David Geffen.Segundo informações da revista Newsweek, fontes próximas ao empresário disseram que ele vê o New York Times como uma instituição que precisa ser preservada no momento em que a crise castiga a mídia impressa norte americana. Mais de 100 jornais foram fechados ou tiveram que migrar para a web para cortar gastos.

Tudo indica que o 'NYT' teria uma gestão parecida com a do St. Petersburg, da Flórida, que é controlado por uma instituição acadêmica."

Fonte: Redação Adnews
http://www.adnews.com.br/midia.php?id=88237

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Independente do suporte, a tecnologia não acaba com a linguagem

Diversos livros em um, 2 chips e TV no mesmo celular e o poder de compra a alguns cliques de distância

E-book - Ler vários livros e transportar apenas um




Abreviação de “eletronic book” ou “livro eletrônico”, é o formato digital de um livro. Portátil, prático e com rápida transmissão pela Internet, os e-books vieram para revolucionar os apreciadores de leitura. Em tempo quase real, é possível ter em mãos o livro que desejar, por um preço menor que um livro impresso. Para os amantes de livros os e-books permitem a impressão dos mesmos, mas a lógica do aparelho é exatamente o contrário, evitar impressões, não é mais necessário andar com vários livros por aí, sendo que em apenas um aparelho digital estarão obras de sua preferência, e a leitura pode ser feita em qualquer lugar a qualquer momento. Além disso, os e-books foram exibidos na feira literária de Paris, Salon du Livre, como plataforma digital do futuro e poderá ser uma alternativa de sobrevida para os jornais.


Para quem se preocupa em forçar a vista, não corre riscos, pois segundo a BBC, telas como a iLiad da iRex e leitores 1000S, são feitos de tinta eletrônica que imitam o visual do jornal impresso. Para Marie Lichtle, da 4D Concept, distribuidora da iRex na França, os e-books não cansam os olhos como as telas de computador costumam fazer.

Veja também http://g1.globo. com/jornaldaglob o/0,,MUL1126913- 16021,00.. html


Você anda com dois celulares, ou troca de chip o tempo todo?



Uma empresa de telefones móveis, EuTV, traz para o Brasil o segundo aparelho celular com dois chips, Cefon 880T, pois o primeiro é o da Samsung, modelo D880 que foi lançado ano passado. Mas a grande diferença é que o Cefon 880T possui transmissor de TV aberta!



Certificado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o aparelho EuTV será comercializado primeiramente aos consumidores e em seguida a outros lojistas. Aparelhos com dois chips não são atrativos para as operadoras, pelo fato de que o outro chip pode ser de uma de suas concorrentes. Isso faz com que seja um aparelho de difícil acesso para os consumidores que tiverem interesse no produto.
O empresário Yon Moreira da Silva, que controla a EuTV, adverte: “Seria preferível ter os dois chips funcionando simultaneamente e poder atender às duas operadoras". O que não ocorre atualmente com o aparelho da Samsung e nem com o recém-chegado Cefon 880T, pois as operadoras não estimulam o hábito de portar dois chips e ter serviços de duas teles, por isso esses tipos de celulares tem ido direto ao varejo, sem passar pelas operadoras.

Tecnologia como essas, acaba com o padrão da ‘poltrona especial’ para assistir o programa favorito. Não será mais necessário sair correndo do lugar de onde estiver para acompanhar os jogos da Copa do Mundo, as Olimpíadas, o campeonato favorito ou até mesmo uma novela. O “mundo” diminuiu e cabe no bolso! E decorrente dessa proximidade constante, a privacidade ficou no esquecimento...



E-Commerce

Como escravos das mídias (dos meios), todos são levados a consumir o que ela apresenta. Não é por acaso que o Comércio Eletrônico (e-commerce) obteve a aprovação de 86,3% dos brasileiros.



Apesar das compras não presenciais serem mais freqüentes nos EUA, aqui no Brasil uma grande quantidade de pessoas comprou algum item pela Internet no mês passado.

Tudo isso se deve ao laço das linguagens e ao circuito de signos que por elas transitam, o suporte passou a se chamar meio de comunicação. Na concepção marxista a natureza se transforma continuamente pela ação humana e transformando a natureza, o ser humano transforma a própria natureza. Surgem segmentos de novos meios e a linguagem foi esquecida, as artérias dos meios provocam uma explosão no ciberespaço, nos tornamos dependentes de uma comunicação não presencial. Em consequência da mediação tecnológica, um conceito epistemológico que envolve a grandeza humana e a própria tragédia, temos acesso ao mundo físico, sensório e perceptivo somente pela mediação da linguagem.

“As palavras são mais eternas do que os mármores e os metais” já disse William Shakespeare.

Todos os meios tecnológicos estão entrando de uma vez por todas na vida do homem e estão se expandindo de maneira abrupta, quase que constantemente somos surpreendidos por uma novidade digital.
O que muda são os suportes, porque ficam mais sofisticados, mais reprodutíveis, mais multiplicadores, assim como o celular com dois chips e TV ou como os e-books que deverão ser a era dos estudantes com mochilas mais leves. Entretanto, a linguagem não morre, permanece. Onde uma imagem digital estiver, será filha da pintura e da fotografia, o verbo pode saltar do papel para a tela eletrônica, onde a narrativa estiver será filha do cinema, mesmo transformadas as linguagens (da TV, rádio, cinema, fotografia, etc) sobrevivem. “As tecnologias vão mudando, as linguagens sonham com a eternidade” diz Lúcia Santaella.

Por Analina Arouche

Referências bibliográficas
Gazeta Mercantil – dias 28/04 e 13/05 – Caderno de Empresas & Negócios.
AdNews – endereço eletrônico - http://www.adnews.com.br/gente.php?id=88160
Imagens:
www.searchenginepeople.com
Blog GibaNet – endereço eletrônico - www.gibanet.blogspot.com
Blog Legalzinho :) - endereço eletrônico - legalzinho.wordpress.com/page/22/
Sítio AdNews ‘Movido pela notícia’ – endereço eletrônico - http://www.adnews.com.br/gente.php?id=88160
Conferência da Professora Lúcia Santaella – endereço eletrônico - http://www.youtube.com/watch?v=bP2maOFRrRE&NR=1

terça-feira, 12 de maio de 2009

O homem será como sua criatura?

Seu maior temor é ser dominado por elas


Primeiro é preciso compreender que as máquinas são utilizadas por seres humanos, e não o contrário.


Uma das máquinas mais citadas é o computador. Cada vez mais mudado. Mas todas as máquinas sofrem constante mutação e isso assusta o homem (o homem aqui, representa humanidade). E o mais assustador é saber que o próprio homem a constrói. Grande contradição. O que o homem teme na verdade, é ele mesmo.

Mas devido à teia da comunicação ser tão ampla, fez com que o mundo esteja cada vez mais conectado. Novas tecnologias aproximam a realidade da ficção científica, em um ambiente wireless. Os telefones celulares, palm-tops, handhelds, laptops e as redes sem fios fazem a internet virtualmente acessível em qualquer lugar, a qualquer momento. Perde-se a noção do tempo, e a impressão que se tem é de uma passagem de vida mais “rápida”. Na verdade, um dia continua com 24 horas, o que fazer no decorrer dessas horas é o que determina quanto tempo se deseja ter.



A dominação só existe se o homem permitir, é o que o teórico dos meios de comunicação Marshall McLuhan aborda em seu livro "Meios de Comunicaçao como Extensões do Homem”. Marshall afirma que a convergência entre os meios veio exatamente para facilitar a relação do homem com as máquinas. E isso deve estar claro na mente humana. O ato de pensar, refletir e questionar são capacidades do homem. E este tão pouco criará algo idêntico. Talvez uma criatura aparentemente semelhante. Mas seus raciocínios e sentimentos serão meras programações.




A confiabilidade no homem deve ser mantida?

A competência de construir um dispositivo com funções humanas é algo impressionante. Imaginar suas utilidades e desenvolvê-las de maneira que sejam executadas com eficácia, é o que torna uma máquina “perfeita”, ou seja, com uma margem de erros quase nula. Visto o ótimo resultado, alguém tem que assumir a culpa por um possível erro. Primeiramente, o erro recai sobre o operador, que por sua vez culpa o criador e neste emaranhado a máquina é imune.

Vez após vez, o homem brinca de ser Deus. Essa obsessão pelo domínio sobre a criatura lhe traz e sensação de poder e sentido para a vida. Estar em todos os lugares ao mesmo tempo, ter poder sobre todas as coisas e estar de ciente de tudo, é a busca incessante do homem moderno. Como se a tecnologia o preenchesse.




Com todo esse medo da dominação, resta questionar sobre o futuro.

O futuro nada mais é do que a criação da linguagem. A projeção de algo desconhecido, construído com o conhecimento e experiências já vividas, que criam uma capacidade de expressão sofisticada, da qual se elabora todo um quadro do porvir. Dentro desse pensamento, compreende-se que a conexão existe desde os primórdios, mas cada tempo tem seu contexto. No conceito do mecanismo, nada mudou. Sempre foi necessário manter ações simultâneas. Como um ditado popular: “um olho no padre e outro na missa”.


‘Eu vivo prestando ANTENÇÃO PARCIAL e CONTÍNUA ao meu redor’


É como o índio, no momento da caça, está de olho na presa, mas precisa ficar atento aos perigos da selva ou pode virar almoço de onça. Assim também o homem, deve estar atento todo o instante de maneira parcial. Para que não se perca com o que há de novo. A humanidade deve ceder à inteligência emocional, ‘serve para o bem, mas pode fazer mal’. Sempre ciente de que existe possibilidade de sobreviver entre os meios estruturais.

Por Analina Arouch
e


Referências bibliográficas

*Meios de Comunicaçao como Extensões do Homem – Marshall McLuhan

*Entrevista com Silvio Meira (PHD em Ciência da Computação, Professor e Engenheiro de Software, Pesquisador científico da ONU) no programa Marília Gabriela - GNT (Domingo – 26/04/2009 as 22h00).

*Imagens:

Paulinha’s Blog - endereço eletrônico: paulinhafa.wordpress.com/2009/03/11/viver/

Chan Blog – endereço eletrônico: chanblog.wordpress.com/.../

Site “Mente Aberta” – endereço eletrônico - http://menteaberta.org/tag/maquina/

Portal “Pobre Virtual” – endereço eletrônico - www.pobrevirtual.com.br








Os Pais continuarão, os filhos é quem crescerão

Por Caroline Dantas

Imagine o mundo sem notícias... Por mais que uma pessoa não sente no sofá em frente a TV ou até mesmo ir a banca comprar jornal ou revista todos os dias, de alguma forma esta consumirá fatos que acontecem desde a cidade onde mora até notícias do mundo.
O jornalismo como essência de tornar as pessoas "independentes" para formar opiniões por meio de um leque de informações, não vai simplesmente sumir. O que vai acontecer em um futuro não muito distante é o desaparecimento dos suportes, contidos no jornalismo, como por exemplo, os jornais e as revistas.
O motivo do desaparecimento destes, suporte, como já aconteceu com a fotografia, ou seja, a câmera digital que substituiu o filme que facilitou a vida de seus usuários, por obter resultado intantâneo é o contrário do que acontecia com o filme que necessitava ser revelado e não saber se o resultado das fotos foi positivo, correndo o risco das fotos terem sido queimadas ; simplesmente o grande avanço tecnológico, a internet, substituirá esses suportes. Meio ambiente e acessibilidade contribuirão, já que o jornal impresso para a sua fabricação faz ser derrubada muitas árvores prejudicando a vida humana.
O fácil acesso, pelo fato da internet dispor informações de diversos veículos de comunicação, por meio apenas de abrir uma nova página fará as pessoas muito mais informadas, não apenas por uma"opinião", poderão ver diversas informações em diversos jornais.
Portanto o fim do jornalismo é impossível, o que é certo é o fim de seus suportes que só trará mais possibilidades da sociedade tornar-se mais críticas no que acontece no mundo.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Interação Máquina e Homem
Por Maria Alves

Pesquisas científicas estão sendo feitas para que num futuro muito próximo a máquina possa interagir ainda mais com o homem e que ao sentar diante do seu computador, ele saberá se você é o seu usuário ou um desconhecido, isto será feito através de uma câmera colocada acima do vídeo.

Ao identificar um estranho o computador não responderá aos seus comandos até que se identifique, assim como foi feito na introdução da fala com o computador em 1978.

No livro Vida Digital, , Negroponte prevê que no próximo milênio estaremos conversando mais com máquinas, do que com os humanos.
Essa viagem vai mais além, ele mostra a possibilidade de dialogarmos com um grupo de assistentes holográficos de 20 centímetros de altura passeando em nossa mesa.

O sistema visionário para a época é mais ou menos o que acontece hoje na divulgação do SBT – Sistema Brasileiro de Televisão, quando a imagem do empresário Silvio Santos projetada num monitor estende a mão para cumprimentar alguém que o admira.

O braço do empresário é um holograma que interage com o homem.
Essa interação entre máquina e homem será o resultado de uma coletânea de programas de computador e aplicativos pessoais, cada um deles bom em alguma coisa e ótimos e intercomunicação.

Bibliografia: Vida Digital – Nicholas Negroponte

Vejam um tipo de Holograma
http://www.youtube.com/watch?v=fLTPPZvb2ho