terça-feira, 26 de maio de 2009

Como uma onda no mar...




Estive pensando em muitas coisas ao ler todos esses textos no blog, todos esses textos sobre Extensões, hibridização, sobre Narciso, o mito da caverna, as maquinas sensoriais, musculares e cerebrais. Realmente a gente mergulha nos pensamentos e chega a se perder dentro deles, é tanta coisa nova, tanto conhecimento, que às vezes fica até difícil de separar uma coisa da outra. Mas é esses novos conhecimentos que nos dão base para discutirmos, para entendermos melhor coisas que antes nem se quer pensávamos, vale à pena ler textos que no começo não nos interessavam, mas que depois passam a fazer sentido em nossas cabeças nos permitindo enxergar melhor.
E todo conhecimento nos modifica passando a fazer parte de nós, não somos os mesmos de segundos atrás, agora falamos sobre adaptação, sobre extensão e não apenas falamos, nós entendemos isso, e isso passa a ser conteúdo incluso nos nossos textos e discursos, o que chamaríamos de intertextualidade.
Com base em todas essas leituras e esse semestre de faculdade tendo contato com Comunicação comparada, este é apenas um texto de reflexão sobre tudo isso, reflexão minha, mas podemos dizer que esse texto é somente meu sem nenhuma interferência de fora? Aprendemos que não, que tudo que eu escrevo não é apenas meu, mas está incluído nele toda a minha bagagem cultural, tudo que aprendi com meus pais, amigos e pessoas com quais me relaciono, meus professores sejam eles de dentro ou de fora de uma faculdade ou escola, o conhecimento não bate na gente e vai embora, ele bate na gente e fica de algum jeito, seja para irmos contra ele, fazendo com criemos nossa própria teoria ou para concordarmos e ampliarmos ele, incluindo outras coisas que aprendemos com nossos “professores” da vida.
Vimos que o homem, que narciso não estava apaixonado pela sua imagem, mas pela extensão dela, ele ficou encantado com o reflexo, com a possibilidade de se ver, e foi isso, esse sentimento que fez com que criássemos extensões dos nossos órgãos, vimos que não nos contentamos em apenas fazer extensões, quisemos ampliar isso, juntando mais de um órgão no mesmo, formando maquinas que não apenas era sensorial mas também muscular ou até mesmo cerebral, mesclamos várias funções em uma maquina apenas.
Vimos também nos estudantes de jornalismo o medo de perder um de seus patrimônios, “o jornal impresso”, o medo de ficar sem emprego, o medo de perder algo que tem um significado, que contem a essência do jornalismo, o começo de tudo, um medo do futuro, vimos também o medo de que a maquina nos domine, o medo de que o avanço tecnológico seja tão grande que no futuro sejamos substituídos, o medo de nos tornarmos tão dependentes das maquinas que já não saibamos mas viver sem, ao ponto de sermos dominados por elas e não mais dominarmos, o que tiraria nosso poder, aquele que amamos ter sobre as coisas.
Muitas coisas pensamos nesse semestre de comunicação comparada, muitas manifestações tiveram e faltou outras tantas, houve também o silencio, as vezes quase absurdo e insuportável em determinados momentos, passando que ou não sabíamos nada, ou sabíamos demais ao ponto de não ter nada a perguntar. Mas eu cheguei também a uma conclusão, na verdade farei uma metáfora agora, uma comparação. Nossos medos em relação a tudo que conhecemos ficou aflorado, fez lutarmos por aquilo que a gente considera importante, teve gente batendo o pé não concordando com o fim do jornal impresso, teve gente questionando o quanto e até que ponto as maquinas nos fazem bem. Pensamentos válidos claro, sou eu uma das pessoas que sentiu todos esses medos e que também se armou contra o fim do jornal impresso, mas eu entendi que, tudo isso é como uma ONDA, não podemos impedir de que aconteça, mudanças vão ocorrer, não poderemos deter, e assim como a onda ela vai bater mais forte em determinados lugares e mais fracos em outras, o medo existe, serve para a gente ficar alerta, nos proteger, mas ele também não pode nos impedir de conhecer coisas novas e de ter contato com elas. Não podemos ser extremistas, não podemos achar que tudo de ruim vai acontecer, ou também acharmos que somente as melhores coisas do mundo acontecerão, é preciso equilibrar minha gente, equilibrar, tudo tem vários lados, precisamos analisar tudo com calma, mas nos permitir conhecer coisas que podem melhorar nossas vidas. Se não fosse assim não teríamos chegado onde chegamos, com avanços que fazem muita diferença nas nossas vidas, com certeza tem alguma coisa que foi inventada que você fala “UHUuuu! Que bom que isso foi inventando” ... (O chuveiro elétrico, que bom que inventaram o chuveiro elétrico) e claro que também existem outros que você nem faz questão e nem acha que deveriam ser inventados. Mas se não conhecêssemos como poderíamos julgar isso?!
Nayelen ^^

segunda-feira, 25 de maio de 2009

http://www.youtube.com/watch?v=fenXoK3BWWo

Sob o domínio das máquinas

Sob o domínio das máquinas
Para professor da USP, em dez anos, os computadores terão a mesma capacidade de raciocínio dos humanos
Publicado em 11/06/2003 - 02:0
Como é sua relação com seu computador? É você que o controla? Ou é ele que está no comando? Desde o final da década de 50, quando começaram a ser desenvolvidos os primeiros computadores, o Homem tem assistido o desenrolar de uma nova transformação, que supera tudo o que havia visto até então: a revolução digital. Cada vez mais, os humanos têm se tornado dependentes de dispositivos eletrônicos de comunicação, como computadores, celulares, internet. É deste ponto que parte o filme Matrix.
No contexto do filme, a dependência das máquinas chegou a tal ponto que estas se rebelaram e tomaram o controle do planeta. Pense, portanto, no uso que fazemos dos eletrônicos. Muitos deles, destinados a áreas específicas, se tornaram indispensáveis no dia-a-dia humano - como a TV e os videogames para o entretenimento, o celular e o computador para o trabalho. O desenvolvimento da tecnologia, porém, ainda está longe do fim, tende ao infinito, para chegar ao mesmo nível de inteligência do homem.
Segundo o coordenador do LSI/Poli (Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), João Zuffo, atualmente já temos máquinas que simulam os neurônios do cérebro humano. Um dos exemplos citados pelo cientista são os softwares que trabalham com reconhecimento de voz, que "aprendem" a identificar melhor a voz do usuário a cada utilização. Além destes, existem sistemas neurais aplicados na área financeira que funcionam como gerentes de recursos, avaliando possíveis riscos no mercado.
"Estes programas são mais eficientes que os operadores humanos. Isto porque analisam o mercado muito mais rápido e ainda aprendem com a experiência de maneira muito mais rápida. E isso já em 2003", conta Zuffo. O professor vai ainda mais longe. Para ele, a equiparação entre o funcionamento das máquinas com a capacidade humana não deve demorar para acontecer. Zuffo acredita que em dez anos a velocidade de comunicação de um supercomputador será a a mesma do cérebro. E, em vinte anos, a inteligência artificial pode ser idêntica à do homem.
O professor alerta, porém, que o avanço pode gerar problemas de origem social. Como já ocorreu em outras situações - na revolução industrial, por exemplo - o desempenho das máquinas pode fazer com que elas substituam o homem em funções específicas. Mais do que isso. Zuffo prevê que, com a interligação dos sistemas, estes devem até mesmo gerenciar a atividade profissional humana. "Hoje, as máquinas são visíveis a olho nu. A tendência, porém, é que fiquem cada vez menores e ocupem todo tipo de objeto - móveis, eletrodomésticos, carros, objetos pessoais, telefones. Isso vai gerar um grande sistema que permitirá a integração em uma grande rede para supervisionar os seres humanos", alerta. "A informática é, teoricamente, boa, mas, na realidade, ela pode provocar mazelas, como desemprego e pobreza", complementa Zuffo. Em contrapartida, o professor praticamente descarta uma "batalha" entre homens e máquinas. Mesmo porque o uso controlado das suas capacidades pode trazer soluções para diversos problemas, além de colaborar em pesquisas mais complexas, inclusive na área da saúde. "Não existe o perigo de instaurarem o terror da Matrix. Mas a tendência é de que disputem ainda mais com os humanos o mercado de trabalho e façam pesquisas que o homem não consegue fazer hoje - como a exploração espacial", finaliza.

Referências: site da Universia


Achei o texto acima interessante, fala sobre o que temos visto em sala de aula.
Uma questão que está sempre em discussão, haverá espaço para o ser humano e as máquinas? Sem dúvida como mostra o texto e as aulas que temos, as máquinas vem ganhando espaço e sendo aperfeiçoadas com muita rapidez, desde que a prensa foi inventada em 1450 na Alemanha por Gutemberg e permitiu entre outras coisas, que a bíblia pudesse chegar as mãos de pessoas comuns e a informação passou a ser coletiva.
Não importa se musculares, cerebrais,sensórias ou uma mistura delas, as máquinas estão aí , por mas que se diga que elas tomam o espaço do homem, que afastam as pessoas não se pode negar que nos tornarmos dependentes delas,pois “tornaram-se uma extensão do nosso corpo”.Se por um lado achamos mais fácil ligar para um amigo ou familiar ao invés de visitá-los pessoalmente e isso acaba aumentando a distancia por outro lado se temos alguém em outro país e não temos mesmo a opção de visitá-lo então o celular e outros meios acabam nos aproximando dessas pessoas, pois hoje, através desses meios é possível falar e ao mesmo tempo ver a pessoa que está do outro lado do mundo.
No filme inteligência artificial as máquinas beiram a perfeição o “garoto David ´s” passa a ter sentimento por seres humanos e em uma parte do filme consegue até chorar.Como se realmente as máquinas tivessem nos substituindo.
Mas a questão é, existirá então espaço para os seres humanos e as máquinas, que ocupam cada vez mais o espaço desse humano, pois bem, parece pouco provável que o ser humano perca seu espaço no mundo para as máquinas, a mente humana é intangível e por mais perfeitas que as maquinas sejam elas são pensadas por seres humanos, elas podem criar mas é o ser humano que consome os produtos produzidos por elas .



Por Matilde Ap. Freitas

--> --> --> A Teia Imagética da Realidade <-- <-- <--

As pessoas estão muito mais absorvidas pela convergência das mídias do que é possível perceber ou presumir...
O corpo vive em ebulição, um movimento permanente...
Nós não somos as mesmas pessoas que éramos ontem...
Nós não somos os mesmos de segundos atrás, pois ocorreram muitas mudanças e transformações que modificaram nossas vidas.

Em um mundo onde não existe uma única verdade, o que é a realidade?
Os sonhos são tão reais quanto um teclado, pois ambos podem ser destruídos.
Os sentimentos não são tangíveis, mas podem ser tão ou mais reais do que um livro.
Uma hora pode parecer um segundo, porque é variável a forma com que cada pessoa sente o tempo, o espaço e o real.
Nada pode ser mais vago do que o tempo, porque os espaços abstratos carregam inúmeros significados.
Cada pessoa está dentro do seu próprio tempo psicológico e emocional.

A realidade já não é mais a mesma, assim como os sentimentos...
Eles pertencem a um conjunto maior, com áreas de intersecções que diminuem gradativamente a sensação de tempo e aumentam a sensação de espaço.

Apesar de muitas pessoas não perceberem, o mundo modifica os espaços perpetuamente...
Algumas pessoas significam muito em nossas vidas, mesmo que elas não saibam disso...
Mesmo quando elas vão embora, continuam fazendo parte do nosso cotidiano e tornam-se símbolos de tudo o que representam...
Muitas vezes, elas modificam para sempre o nosso comportamento e a nossa percepção de mundo...
Da mesma forma que nós modificamos a natureza, também sofremos modificações...
Sempre em busca de uma vida melhor, de um futuro muito distante...

Nós atribuímos sentido à vida, interagindo e compartilhando palavras que não são nada mais do que extensões da nossa memória e do nosso imaginário.
Nós utilizamos os sentidos e partilhamos informações coletivamente.
Nós somos reféns de tudo o que criamos, pois não podemos separar coisas que se tornam inseparáveis...

Da mesma forma que nada surge do nada, tudo é resultado das extensões humanas, que aumentam a complexidade das questões que nos rodeiam.
A informação está na velocidade da luz e esse processo não acabará enquanto a humanidade existir...

A partir do momento que o homem cria uma extensão, ela passa a fazer parte dele...
Mas essas próprias extensões podem se rebelar contra ele, por isso, o homem tem medo que as máquinas dominem o mundo.
As ferramentas e extensões refletem na vida de cada pessoa, que deseja transcender alguma coisa além da sua finitude...
No entanto, a única certeza do homem é que um dia tudo irá acabar, mas os símbolos e os signos estarão marcados para a posteridade...

No final, o registro do imaginário será tudo o que restou do mundo...
Somente um emaranhado de memórias densas e vagas do que existiu...
Nada além de registros inconscientes de imagens...
Imagens tecidas na teia da história imagética, buscando representar o que já se foi...

Uma multiplicidade infinita de imagens que permanecem...
Como se não tivesse ocorrido tempo...
Como se elas tivessem vida própria...

Nada além de fragmentos narcotizantes e intertextuais...
Fragmentos que seduzem e que sufocam...
Fragmentos do processo clássico de migração para o futuro incerto.
Mas ainda assim, um apego ao passado...
Uma teia construída por algum motivo, mas que se perdeu da mesma forma que começou...

:: Julyana Rossato ::

Referências Bibliográficas:

* Culturas e Artes do Pós-Humano de Lúcia Santaella.
* O Filme de Voyeurismo de Arlindo Machado.
* Manual do Roteiro de Syd Field.
* Mundialização e Cultura de Renato Ortiz.


Não existem histórias novas. Existem novas maneiras de se contar a mesma história.

A trilogia do filme Matrix inaugurou uma nova era da indústria cinematográfica. A tecnologia utilizada para criar a seqüência trouxe um novo paradigma nas produções de filmes do gênero. Milhões foram gastos na produção. O primeiro filme da sequência arrecadou 460 milhões de dólares.
Mas, se os efeitos especiais chamam a atenção, uma análise mostra que não há novidades no enredo. Carregado de filosofia e religião, o filme é uma analogia do Mito da Caverna, de Platão. Só que, diferentemente do que acontece com o ser que sai da caverna e encontra a luz, no filme as pessoas que conseguem sair da Matrix (caverna), encontram somente trevas e destruição.
Peço licença aos meus amigos, adeptos de outras crenças diferentes da minha, para discorrer sobre a intertextualidade existente em Matrix, comparando-o com cristianismo. Creio que pessoas de outras religiões também perceberam um pouco de cada crença no filme. É sabido também que várias leituras podem ser feitas através de olhares diferentes da qual eu me proponho a fazer.
João Batista é representado por Morpheus (deus do sono ou dos sonhos, segundo a mitologia grega). Na Bíblia, João é aquele que prepara o caminho para o Messias, o escolhido. S. Mateus 3:1-3.
Trinity ou, traduzindo: Trindade. Faz alusão a Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. S. Mateus 3:16.
Cipher é o traidor. Todos conhecem bem a história de Judas Iscariotes. Quem já não brincou de “malhar o Judas”? Traiu Jesus com um beijo na face. Vendeu-o por trinta moedas de prata, preço de um escravo. S. Mateus 26:47-50. Cipher preferiu voltar para a Matrix mas morreu antes.
Apoc é a abreviação de Apocalipse. Último livro da Bíblia.
A nave de Morpheus tem o nome do imperador babilônico Nabucodonosor. Esse império durou do ano 626-539 a.C. (contagem decrescente).
Zion quer dizer Sião, (a Terra Prometida para os judeus).
Neo, depois de ser morto pelo agente Smith, que é uma representação de Satanás, ressuscita. A partir desse momento, percebe que tem poderes e reconhece que é o Escolhido. Em certo momento da trilogia, ressuscita a Trinity. Segundo a Bíblia, Jesus também ressuscitou pessoas e, após morrer, também voltou à vida. S. João 20:1-10.
Neo, em Matrix Revolutions, morreu de braços abertos, em forma de cruz. Todos os que acreditam sabem que Cristo foi preso no madeiro da mesma forma.
No fim do filme, a sacerdotisa (Oráculo), quando questionada pela garotinha a respeito da volta de Neo, ela responde que sim. Os cristãos também acreditam que o Messias retornará a Terra. S. João 14:1-3.
O que eu quero mostrar com essas referências não são os conceitos religiosos do cristianismo, afinal isso não é uma aula de religião. Mas faz-se necessário notar que, mesmo sendo um filme moderno, carregado com efeitos especiais, Matrix somente repete as histórias do passado. Ele traz, como todos os meios de comunicação, um processo repetitivo de intertextualidade. Busca embasamento para o enredo nas alegorias filosóficas de muitos anos antes de Cristo e também no presente, no caso do livro Simulacros e Simulação do filósofo francês Jean Baudrillard.
Não existem histórias novas. Existem novas maneiras de se contar a mesma história.

Nelton Silveira

domingo, 24 de maio de 2009

Consumidor X Consumista


Por Erika Gracy


Consumismo é o ato de comprar produtos sem necessidade e consciência, diferencia-se em grande escala do consumidor. O consumista compra muito além daquilo de que precisa tem origens emocionais, sociais, financeiras e psicológicas onde juntas levam as pessoas a gastarem o que podem e o que não podem com a necessidade de suprir à indiferença social.
São conseqüências ruins ao consumista que são processos de alienação, exploração no trabalho que contribuem com degradação das relações sociais.
O homem se sente realizado assim que é lançado um determinado tênis usado por seu ídolo, e mesmo não tendo total condição de adquirir tal produto deixa de comprar algo mais útil, mesmo assim compra o produto para fazer parte da elite, ter status.
Quer ser igual ao galã ou a protagonista da novela, mesmo sabendo que tudo aquilo não passa do irreal, que não existe, é apenas encenação, e que aquele “conto de fadas” transmitido pela TV é pura mentira.

sábado, 23 de maio de 2009

Blogueiro: profissão e diversão


Muito se discute sobre o futuro do jornal impresso, alguns dizem que em breve ele desaparecerá, outros acreditam que ainda vai demorar muito tempo para isso acontecer. Eu sinceramente não tenho uma opinião formada sobre este assunto, mas um dia desses lendo o caderno de empregos do Estadão, uma matéria me chamou atenção. Como alguns jornalistas estão ganhando dinheiro no espaço virtual, especificamente com blogs. Então pensei, se a publicidade já está investindo nesse tipo de mídia é sinal que este será mesmo o futuro do jornalismo. A seguir alguns trechos da matéria.


Quando surgiu no País, a internet fez com que vários profissionais abandonassem suas carreiras para investir e ganhar dinheiro no mundo virtual. Nos dias de hoje isso acontece, mas por meio de segmentos específicos, como o universo dos blogs. Muitas pessoas estão descobrindo formas de tirar vantagens de seus projetos, iniciados como passatempo.
“É algo que impressiona, mas os blogs realmente podem dar dinheiro”, afirma o jornalista Thiago Dória, dono do blog que leva seu nome. “Embora no Brasil tenha se criando uma cultura que blogs são uma espécie de diário do internauta, há um lado profissional que pode e tem sido desenvolvido”, acrescenta.
No caso dele, a criação de um blog e a futura obtenção de receita foram ocasionais. “Eu mandava muitos e-mails para amigos de assuntos variados, coisas interessantes, mas para não ficar enchendo a caixa de correspondências de todos resolvi montar um diário de navegação. Com o passar do tempo, a audiência foi crescendo e acabei sendo convidado a formar uma parceria com um portal de internet, ganhando um salário de colunista”, lembra.
Embora não revele o valor, Dória garante ter uma boa fonte de renda por meio do seu blog. “Sem falar no retorno de exposição para outros trabalhos graças a esse serviço.”
Outro exemplo de sucesso via blog é o do também jornalista Phelipe Cruz que até mudou de profissão por influência do seu diário. “Eu fazia curso de publicidade e mudei para jornalismo após a criação do blog”, conta o dono do Papelpop.
Segundo ele o blog contribuiu para sua aprovação no processo seletivo de uma revista. “Viram a página e gostaram muito. Hoje sou editor do site da revista e continuo tendo meu próprio negócio”.
A real possibilidade de sucesso financeiro por meio de blogs faz com que alguns profissionais se dediquem exclusivamente a esse negócio, como é o caso de
Edney Souza, blogueiro de profissão. Formado em processamentos de dados, ele viveu por três anos apenas com o lucro do seu blog, o Interney. “Estava ganhando mais do que em meu antigo trabalho de gerente de sistemas, portanto, abandonei a carreira para me dedicar exclusivamente ao novo ofício”, declara.
Com a expressiva receita gerada por meio de anúncios em sua página de dicas sobre tecnologia, Souza investiu na criação de uma agência de comunicação, que atualmente presta suporte a empresa e uma série de outros blogs.
Edney aconselha as pessoas a investirem nesse campo de pluralidade, para ele a profissão de blogueiro é, na verdade uma mistura de diversas áreas, como jornalismo, publicidade, marketing e administração. E para ganhar dinheiro é preciso muito esforço, paciência, dedicação, disposição e trabalho.
A utilização do espaço como vitrine pessoal também tem sido estratégia do jornalista Thomaz Figueiredo Magalhães, dono do blog Trem Azul. “Já fiz muitos trabalhos como freelancers por causa da página e acho isso o máximo, pois tenho possibilidade de me manter em evidência para o mundo e ter uma renda extra sem prejudicar minha imagem com a comercialização do blog”. Magalhães não aceita que merchandising influa no conteúdo editorial. “Leitores de blogs são muito bem informados, sabem e querem ser respeitados. Já me sinto muito satisfeito pelo reconhecimento que ganho a cada postagem. Esse deve ser o interesse de todo profissional, afinal trata-se de uma ferramenta aberta a qualquer pessoa. O mercado de trabalho, para todas as áreas, está cada vez mais fechado, e blogs permitem uma abertura de espaço, é a sua chance de ser visto e conhecido.”

Viviane Gonçalves

Fonte: Leandro Alvares - O Estado de S. Paulo,10 de maio de 2009.
Imagem: joaopaulovale.blogspot.com/2008/11/jornal-imp








Palavra de sonoridade americana é a grande vilã da indústria fonográfica, Download


Por Caroline Dantas


No início da década de 90 com o advento da internet a indústria fonográfica passa a ter o seu suporte mais valioso na “linha da morte”. As vendas de cds que atingiam milhões, que faziam os artistas venderem por volta de 500 mil a 1 milhão de cds, no fim dos anos 90, já não mais vivia em um"mar de rosas".
Músicas de cds não lançados, criar o seu próprio playlist com gravador de cd, disponibilizados por meio de MP3, arruinaram o grande mercado musical.Assim contribuindo para a pirataria, já que baixar músicas sem respeitar os direitos autorais é crime.E há também, o grande problema em não gerar capital para revelar novos artistas .Isto pode ser visto pela troca de transmissão de funções, que antes se valia em , emissor, mensagem e receptor, ou seja, a indústria lançava artistas, que passavam suas mensagens para os consumidores deste mercado. A situação se reverteu, Aqueles que recebiam as mensagens passam a controlar este mercado, que por muitos anos lucraram absurdos na venda de cds. Que antes vendidos por volta de 35,00 reais podem ser encontrados nas lojas por 20,00 reais,acarretando na diminuição de quantidade para se ganhar disco de ouro, platina ou diamante. Segundo a Associação brasileira de produtores musicais.
Agora para se ganhar disco de ouro,por exemplo, o artista deve chegar em uma marca de vendas de 50 mil discos, sendo que antes deveria vender 100 mil cópias.
Portanto, essa grande crise pela qual passa a indústria fonográfica,a diminuição de capital e a queda na venda de cds é por conta da internet estar avançando a cada dia que se passa.Que proporciona a seus consumidores a facilidade de ouvir as músicas que desejarem sem ter de comprar um disco para ouvir apenas uma música, podendo assim também conhecer novidades do meio musical por meio de downloads , pois bandas independentes apostam na internet como a " porta do sucesso", como é o caso da Malu Magalhães que ficou conhecida por disponibilizar suas músicas na internet.
Sendo assim fica o pensamento. Por que as indústiras fonográficas ao invés de investirem em lançar seus artistas na internet, continuão insistindo em lança-los em “mídia”, CD.
Referências Bibliográficas
Indústria fonográfica na era da internet — Informação, Comunicação e a Sociedade do Conhecimento

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Maísa: a imagem distorcida de uma criança

Abram as cortinas o show vai começar

Na inocência dos três anos de idade, Maísa foi exposta pela primeira vez no programa de calouros do Raul Gil. Com roupas curtas, 'salto alto' e músicas agitadas a criança dançava, dublava e encantava a todos.


Em 2007, foi convidada pelo apresentador e empresário Silvio Santos, para apresentar um programa do SBT, Sábado Animado. No ano seguinte, iniciou participação no Programa Silvio Santos com o quadro “Pergunte Para a Maísa” que enfatiza a astúcia da garota por ter resposta para quase tudo.

Com seu jeito ‘desinibido’ e inconfundível, Maísa conquistou muitas crianças e até mesmo alguns adultos. Como garota prodígio da TV, ganhou em março deste ano o Troféu Impressa na categoria de Revelação do ano.

Em processo de formação de caráter, a garotinha completa sete anos nesta sexta-feira. Atualmente é uma apresentadora sem identidade, pois muitas de suas atitudes são ensaiadas e ‘manipuladas’ pela emissora. Apesar de algumas encenações a menina arranca sorrisos por sua espontaneidade.



Mas o que tem preocupado a Secretaria Nacional de Justiça são as exposições por quais Maísa vêm passando nos últimos programas. O secretário Romeu Tuma Junior monitorou alguns dos programas exibidos este mês e identificou situações inadequadas de acordo com o Manual de Classificação Indicativa. Um resultado que não é positivo para o SBT e que pode render advertência e atitudes mais severas à emissora.

A situação é delicada e divide opiniões. Alguns culpam os pais, pois acreditam que se essa exposição fosse evitada nada disso teria acontecido. Outros culpam o apresentador Silvio Santos por arrancar lágrimas da garota e rir dela em público.



*http://www.youtube.com/watch?v=dAbwPD-7NhI


Para Nelson Tamachiro, pai do apresentador Yudi, de 16 anos, o programa é combinado para chamar atenção. “O Programa Silvio Santos é gravado, então algumas coisas poderiam ser cortadas. Se aquele tipo de coisa não está sendo cortada é porque é combinado para gerar polêmica e audiência”, diz Nelson.


Quanto vale um espetáculo?

O que podemos concluir diante disso é que o “Caso Maísa” está sendo espetacularizado. Um verdadeiro show midiático. Polêmica, dramatização, encenações e o aval do público. Fruto de uma sociedade alienada da qual Guy Debord salientou em seu livro, Sociedade do Espetáculo. “A alienação do espectador em proveito do objeto contemplado (que é o resultado da sua própria atividade inconsciente) exprime-se assim: quanto mais ele contempla, menos vive”. Guy destaca que quanto mais se reconhece que as imagens dominam as necessidades do espectador menos ele vive sua própria vida, não existe mais um próprio desejo. É agora dominado pelas imagens.


A mensagem que o espetáculo transmite é única: “o que aparece é bom, o que é bom aparece”. Se for bom para audiência do SBT fazer essa criança chorar e ser ridicularizada em público é conveniente então que isso apareça.

A intenção da exposição e do show é passar para o lado oposto: “a realidade surge no espetáculo, e o espetáculo no real”. O resultado é uma falta de percepção na alienação recíproca que é a essência e o sustento da sociedade existente. No mundo realmente invertido, o verdadeiro é um momento do falso.

Se a menina Maísa, apresentadora-mirim e criança-espetáculo, não sair do ar por intermédio da Justiça, poderá sofrer consequências desagradáveis no futuro. Pois o que acontece agora, não é um crescimento de carreira, pois a mesma não existe. O que existe é um grande show em que a criança é a maior vítima.


Por Analina Arouche


Referências bibliográficas

Estadão.com.br – 20/05 e 21/05 http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art373892,0.htm http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art374506,0.htm

Abril.com – 22/05 - http://www.abril.com.br/noticias/diversao/maisa-completa-sete-anos-polemicas-sbt-472011.shtml

Livro Sociedade do Espetáculo – Guy Debord

*Silvio Santos faz Maísa chorar de novo! 17/05/2009


Robôs irão encenar peça de teatro na Suíça



Três robôs estão se preparando para estrear em uma peça de teatro na Suíça, no dia 1o de maio. Os robôs dividirão o palco com os atores Laurence Iseli e Branch Worsham no musical Robots.


Os robôs foram desenvolvidos pela BlueBotics em parceria com o Instituto Federal de Tecnologia em Lausanne e são capazes de interagir com os atores e com o cenário.
O musical conta a história de um homem auto-exilado que vive com três robôs e recebe a visita de uma mulher, que representa sua última ligação com o mundo exterior.
A peça estréia no dia 1o de maio e fica em cartaz até 17 de maio, segundo a AP, no Teatro Barnabe em Servion, perto de Lausanne, na Suíça.


Referências http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI3720517-EI8328,00.html

Comentário

por Allyne Antoni



Pelo visto não são só os jornalistas que devem se preocupar com o futuro da profissão, os atores também poderão ser substituidos por robôs. É claro que isso não é o que a notícia informa, mas deve ser interessante uma peça de teatro semelhante ao filme Inteligência Artificial, onde atuam humanos e máquinas.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

LinkedIn vira sensação do mundo virtual

Por Maraiane Silva

A rede social Linkedln criada em 2003 pelo americano Reid Hoffman deu um salto de 2008 para cá e conta com o registro de novos usuários a cada segundo. Atualmente o site conta com quase 40 milhões de usuários de 200 países diferentes.

O site que é voltado exclusivamente para networking profissional, virou alvo de milhões de executivos desempregados. Pois, os usuários transformam seu espaço num currículo virtual.



"O LinkedIn tem sido uma plataforma global de busca de talentos", conta Mauricio Tortosa, presidente da Hello, agência de comunicação interativa da holding ABC. "Pode ter um talento chinês do outro lado do mundo que eu não saberia da existência se não fosse por intermédio desta rede social."

Frequentada por CEOs das maiores empresas do mundo, como Jerry Yang, fundador do Yahoo, e Larry Ellison, CEO da Oracle, a rede ganhou grande visibilidade no meio empresarial. Enquanto os novos usuários entram em busca de empregos, os altos executivos a utilizam como fonte de informações.


A comunidade tenta unir pessoas com perfis ou áreas de interesse em comum. O cadastro é gratuito. No entanto, para ter acesso a uma pessoa fora de seus contatos, é preciso fazer uma assinatura. Os planos variam de US$ 25 a US$ 500, de acordo com o número de mensagens enviadas e consultas do perfil dos usuários na rede. O plano mais barato dá direito apenas ao envio de três mensagens e acesso a 300 contas de usuários. Mas o LinkedIn realmente ganha dinheiro com o LinkedIn Corporate Solutions, uma ferramenta voltada para head-hunters. Com o pagamento de uma taxa de assinatura anual, que varia de US$ 100 mil a US$ 250 mil, o serviço oferece a esses profissionais um sistema de busca aprimorado e um software de gerenciamento para encontrar candidatos.

Com um valor de mercado superior a US$ 1 bilhão, o LinkedIn tem sido alvo constante do interesse de investidores

No início de 2003, captou US$ 4,7 milhões da empresa de capital de risco Sequoia - pioneira como investidora de empresas como Google, Yahoo e YouTube. No ano seguinte, recebeu R$ 10 milhões da Greylock Partners. Em 2007, obteve um investimento de US$ 12,8 milhões do fundo Bessemer & European Founders. E só no ano passado embolsou US$ 53 milhões da Bain Capital Ventures e mais US$ 22,7 milhões de um grupo formado por Goldman Sachs, Bessemer, The McGraw-Hill Companies e SAP


Fontes:
http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/605/o-orkut-do-emprego-o-desemprego-transforma-a-linkedin-rede-133565-1.htm
http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://www.linkedin.com/&ei=NlcVSo-zDZixtgeWgonnDA&sa=X&oi=translate&resnum=1&ct=result&prev=/search%3Fq%3DLinkedIn%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG

Imagens:
http://image.examiner.com/images/blog/wysiwyg/image/linkedin1(1).jpg
http://blogs.msdn.com/blogfiles/jim_glass/WindowsLiveWriter/MicrosoftdynamicsCRMgrouponlinkedin.com_9207/LinkedIn_thumb_2.jpg
http://www.mobilenews.com.br/resources/4927/assets/images/linkedin-mobile_mobile_news.png

Ministro das comunicações Helio Costa diz que jovens precisam trocar web por rádio e TV

Por Maraiane Silva

Nesta terça-feira (19), o ministro Hélio Costa disse durante a abertura do 25º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, que a juventude brasileira não deve gastar tanto tempo com internet e passar a assistir mais rádio e TV. Costa pediu que a juventude não fique “pendurada na Internet”. Mas, pela convergência de mídia, esses veículos também não podem ser acessados pela web?

Esse pronunciamento irritou muitos jovens. “Eu tento, juro que tento, mas não consigo deixar de me impressionar com a hipocrisia que ronda a cabeça de sujeitos como esse. E ainda perguntam por que o país é tão atrasado em muitas áreas... Parte da resposta está aqui, na pequinês e na miopia que tem muita gente lá de cima. Infelizmente!”, diz Giancarlo através de comentário do portal Adnews.

“Trocar a internet pela TV pra quê? Pra assistir Xuxa e Caldeirão do Hulk? Ou pior: BBBs da vida!! ”, comenta Lizoel Costa através do portal Comunique-se.

Até o mais pessimista em relação à tecnologia sabe que o que o ministro está pedindo é ridículo. Os jovens do Brasil já nasceram na era digital não tem lógica pedir para que eles retomem um passado que não lhes pertencem. E outra, com a convergência de mídias é possível assistir TV (detalhe você faz a sua programação), e ouvir rádio pela web.

Fontes:
http://www.adnews.com.br/midia.php?id=88502
http://www.comunique se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D52152%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D127834851600%26fnt%3Dfntnl

Robô controlado por ondas cerebrais




" São os sentidos e o cerebro que crescem para fora do corpo humano, estendendo seus tentáculos em novas conexões cujas fronteiras estamos longe de delimitar."

Lúcia Santaella


Uma nova tecnologia que permite controlar um robô, a mais de 1.500 quilómetros de distância, utilizando apenas ondas cerebrais e a visão, foi desenvolvida por cientistas portugueses e suíços e vai ser apresentada em Coimbra, avança a Lusa.

O projecto, coordenado por um investigador da Universidade de Coimbra, permite que um utilizador, na Suíça, com um computador e um dispositivo de eléctrodos na cabeça possa controlar uma máquina, em Portugal, por controlo remoto.

O cientista, na Suíça, «vê imagens de cá e reage lá», interagindo com o robô «sem teclas, apenas através de ondas cerebrais», disse este domingo à Agência Lusa Jorge Dias, investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
«É um sistema de feedback visual», acrescentou, frisando que o investigador suíço dá «ordens» ao robô com a visão, através de um sistema direccional que permite à máquina mover-se para a direita ou esquerda, para cima e para baixo.

Tecnologia com «forte impacto social»

Argumenta que é uma tecnologia com «forte impacto social» já que permitirá que pessoas com deficiências motoras muito graves possam obter mais autonomia no seu dia-a-dia.
«Com um simples e discreto dispositivo de eléctrodos, cidadãos com necessidades muito especiais, por exemplo, tetraplégicos ou acamados, terão autonomia para realizar tarefas quotidianas como atender o telefone, pedir ajuda, abrir a porta ou abrir o frigorífico», ilustrou Jorge Dias. Sublinhando que o conceito de comando de uma máquina através de ondas cerebrais «está provado e validado», Jorge Dias sustentou que «a grande dificuldade e desafio» do projecto passava por garantir «uma interface robusta» entre os dados cerebrais e o robô, o que foi conseguido.
«No máximo, dentro de 5 anos esta nova tecnologia será mais popular porque é financeiramente atractiva e sem dificuldade de manuseamento», destacou.
O projecto dos investigadores da FCTUC e Hospital Universidade de Genebra vai ser alvo de uma demonstração, terça-feira, pelas 10:30, no Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores, situado no Pólo II da Universidade de Coimbra.
Maria Alves
Referencia:
Cultura das Mídias - Lúcia Santaella








Um negócio de ouro: quem precisa da indústria fonográfica?

Grandes astros reafirmam fama e lucram através de shows

Há algum tempo na história do mundo, as pessoas escutavam suas músicas favoritas através do LP (Long Play). Desenvolvido no início da década de 1950, este material feito de vinil reproduzia músicas através de um toca-discos. Foi o que impressionou nossos avós e nossos pais por um bom tempo. Aproximadamente 13 anos depois, surge a fita cassete para gravação de áudio, lançada oficialmente pela empresa holandesa Philips. Gravadores com áudio da Philips já eram portáteis e no final dos anos 70 com a invenção dos walkman, houve uma expansão do som individual.

Em 1979, nossos pais conheceram o CD Compact Disc “disco compacto”. É um meio popular de armazenamento de dados digitais, sua tecnologia foi expandida para gravação de softwares de computador e é uma tecnologia semelhante à dos DVD. O Digital Video Disc ou Digital Versatile Disc, que possui uma capacidade de armazenamento maior que a do CD devido uma tecnologia superior. Por muito tempo esses suportes fizeram parte da vida de alguns de nós. Há uma rapidez, uma velocidade extrema nas atualizações de suportes tecnológicos, com a chegada da Internet, nossas músicas favoritas estão entre sites e vídeos. Não é mais necessário comprar um CD se podemos ter os materiais que quisermos fazendo um simples download. Hoje mesmo, entrei no trem e um rapaz estava assistindo os novos desenhos do Batman por um Console portátil da Sony, disse à amiga que baixou a animação na Internet.


Atentas às novidades tecnológicas as empresas que promovem shows estão em sinal de alerta. Trazem para o Brasil grandes ícones musicais, como a Madonna, que voltou ao Brasil depois de 10 anos. Visto que CD’s, álbuns e DVD’s atraem somente os colecionadores, essas casas de entretenimento buscam trazer o “velho”, impactante e inovado show para os fãs de carteirinha. A empresa Time For Fan, a mesma que promoveu o show da Madonna no Rio de Janeiro e em São Paulo, também pretende trazer U2 e Jon Bon Jovi ainda este ano. Mais um reflexo da decadência da indústria fonográfica.


Semelhantemente ao processo de democratização das músicas pela Internet, as notícias também estão democratizadas, de tal maneira que os jornais estão sendo extintos dos papéis. Um exemplo disso é o jornal norte-americano Tucson Citizen, que após 138 anos teve sua última edição impressa no final de semana passado. O periódico será on-line.


Outro jornal que também deixará de circular, será o Ann Arbor News de Michigan, não terá mais edição impressa a partir do mês de julho, após 174 anos de existência.
Como reflexo dessa perda de suportes, a indústria fonográfica também sofre com a facilidade que a Internet proporciona aos amantes de música. Com isso, as apresentações de 'super stars' vêm crescendo significativamente. Não só o Brasil, mas outros países buscam promover grandes shows. Uma turnê em Londres do pop-star norte-americano Michael Jackson já está programada.


A temporada londrina, intitulada "This Is It", começa no dia 8 de julho, na Arena 02, e seguirá até fevereiro de 2010. Jackson não faz show em turnê há 13 anos, e porque voltar agora? Simplesmente porque a temporada pode render ao astro US$ 50 milhões.

Por Analina Arouche

Referências bibliográficas
Portal UOL - http://musica.uol.com.br/ultnot/2009/05/19/ult89u10645.jhtm - 19/05/2009
Abril.com - http://www.abril.com.br/noticias/diversao/time-for-fun-pode-trazer-u2-bon-jovi-este-ano-ao-pais-470307.shtml - 14/05/2009
AdNews “Movido pela notícia” - http://www.adnews.com.br/midia.php?id=88373




Os dois tempos do homem: Trabalhar e Consumir

Por Caroline Dantas

Muito trabalho, pouco tempo livre, montantes de dinheiro e desigualdade, são características presentes no mundo das máquinas.
Desde o surgimento da Revolução Industrial em meados do séc XVIII, as máquinas, substituindo a mão-de-obra, o homem passa a dedicar-se apenas ao seu trabalho. Assim enriquecendo os grandes investidores e gastando o que ganha nos produtos que fabrica.
Muitas horas de jornada de trabalho torna-o mais passivo ao que se refere ao seu instrumento de trabalho, ou seja, apenas controla o que a máquina produz em poucos minutos,milhares de produtos com um simples toque em um botão.Diferente deste que produzindo manualmente levara muitos dias a concretização do produto.
Tempos modernos retrata a vida conturbada de um operário que vive no auge das máquinas. Carlitos trabalha em uma fábrica cuja sua função nada mais é que ajustar parafusos, a pressão quanto a rapidez em produzir, o faz enlouquecer ao ponto de atrapalhar a linha de produção, logo todo o processo de fabricação dos produtos do mercado consumidor. Mercado este que está cada vez mais exigente quanto a produtos fabricados pelas indústrias, já que estes que vivem como marionetes (controlados pelo mercado industrial) não sabem viver sem as novidades do mercado. Exemplo dessas novidades, “necessidade” são: o celular, a internet e dentre outros produtos que facilitam a vida humana; indispensáveis para uma vida de tranquilidade, pois nestes podem ser resolvidos problemas sem ter de enfrentar o stress das grandes metrópoles; pagar contas sem enfrentar filas, fazer compras sem ter de enfrentar a super lotação em lojas tudo isso podendo ser feito pela internet ou comunicando-se em qualquer lugar que esteja por conta do pequeno aparelho conhecido como celular, que também dá a possibilidade de fotografar algo imprevisível visto em qualquer situação e também ouvir músicas sem ter problemas com espaço ou dificuldades de manuseio, antes difícil com o uso de walkman.
Há também a forma como o homem é feito de cobaia as máquinas. Carlitos foi usado para testar uma nova invenção, surgida da tecnologia que vem aumentando bruscamente, enquanto houver humanos para suprir as extensões que este mesmo criou.
Assim pode-se constatar que o homem é o grande produto, já que o surgimento das máquinas vem com um simples propósito de tornar-lo mais alienado, dependente dos produtos produzidos por estas.

Referência Bibliográfica
Cultura de massa- Edgar Murin
Referência musical

Descartáveis/ Subprodutos/A Dialética/Piada Liberal
Compositor: Rodrigo Lima
Dead Fish: Álbum Contra todos

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Internet vira aliada na conquista do sucesso

Por Maraiane Silva

Bandas apostam na mídia online para conquistar cada vez mais fãs

Virou moda entre os grupos musicais lançar seus CDS pela internet, uma vez que eles descobriram que o produto propriamente dito não é algo mais consumido pela população (exceto colecionadores). Com isso o artista descobriu que tem que conquistar seus fãs e arrecadar seus lucros com a venda de ingressos para shows. Pois suas músicas logo que lançadas já são divulgadas em sites especializados.

Pensando nisso muitos grupos estão disponibilizando downloads nos seus sites oficiais para que o público baixe suas músicas.O caso mais famoso, talvez seja a do disco In Rainbows do Radiohead, lançado em outubro do ano passado, contendo somente músicas inéditas e dando a opção dos fãs pagarem o que quiserem pelo produto e isso incluía não pagar nada. Em janeiro, quando o CD foi lançado fisicamente, ocupou o topo das paradas britânicas.

Almejando o mesmo, o grupo também inglês Coldplay resolveu deixar disponível no site da banda o seu ultimo álbum LeftRightLeftRightLeft, que apenas em três dias já ultrapassou a marca de 3,5 milhões de downloads,de acordo com informações do próprio através do Twitter. O grupo composto por Chris Martin, Guy Berryman, Jonny Buckland e Will Champion disse que se trata de um presente para os fãs, que não deixaram de comprar discos mesmo em tempos de crise.
Banda Coldplay durante apresentação no Brit Awards(Reino Unido)


Fontes:
Guilherme Pavarin, de INFO Online - http://www.adnews.com.br/cultura.php?id=88448
Do G1, em São Paulo - http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL1159836-7085,00-COLDPLAY+LIBERA+DISCO+NA+REDE+E+ATINGE+MILHOES+DE+DOWNLOADS.html

terça-feira, 19 de maio de 2009

Barack Obama, " O Bárbaro"

Presidente americano agora é herói em quadrinhos




















O primeiro presidente negro da maior potência mundial, agora aparece em quadrinhos. Além de ter feito muito sucesso na revista do Homem - Aranha e de tê-la tornado um sucesso de vendas.

Conan já era, agora é Barack - O Bárbaro. O presidente dos Estados Unidos é a figura mais pop de todos os tempos. Depois de participar de vários programas de TV, estar em todos os noticiários do mundo e virar hit na internet agora é a vez de atacar o mundo dos quadrinhos
No mês de junho será lançada nos EUA, pela editora Devil’s Due, a revista em quadrinhos “Barack the Barbarian” que contará a história de “um filho de camponeses de dois reinos distintos, aquele conhecido apenas como Barack protege o povo da Terra da Esperança a todo custo”. Outras personalidades da política americana também estarão na história como Hillary Clinton, Bill Clinton e George W. Bush.

A revista japonesa Kairakuten possui uma série voltada para homens maiores de idade chamada Tonari no Taro-Kun (meu vizinho Taro-Kun) e, apesar da não-confirmação da revista, acredita-se que Barack Obama estará, junto com Hillary Clinton e John McCain, participando da edição de abril.Até aí tudo bem, Obama já apareceu em um enorme número de quadrinhos; porém, este mangá tem como personagem central Taro Aso, o primeiro-ministro japonês, e como trama suas (fictícias) aventuras eróticas. Sim! Um quadrinho com Obama, Hillary e Cain inseridos em um contexto sexual.Por enquanto fiquem com alguns exemplos do que se pode esperar… E reparem que Obama possui em sua testa uma Urna, símbolo de iluminação e sabedoria, muito comum nas representações de Buda.


Por Maria Alves

Referências : http://cultureba.com.br/2009/03/14/presidente-barack-obama-aparece-em-manga-erotico/

http://www.ambrosia.com.br/2009/03/16/obama-em-manga-erotico/

http://www.blogdolanca.com.br/geral/noticias/barack-o-barbaro/
























































Mídia globalizada: tem limítes?

Os meios de comunicação, os veículos de comunicação se comprometem com o que chamamos de verdade. Se comprometem em mostrar a realidade para a sociedade. Quer dizer, este seria o ideal.
Alguns anos atrás chamava-se de comunicador, orgão de comunicação, meio de comunicação, os tradicionais veículos que ainda existem. São os jornais, revistas, televisão, rádio e... de um tempo para cá, a internet. Vivemos em um meio informatizado, onde a maior propaganda é a interatividade. Assistimos televisão e opinamos, conversamos com ela. Ouvimos o rádio e comentamos com ele. A notícia, o ato de noticiar está acessível a todos. Agora, não só os jornalistas, mas a sociedade virou repórter dela mesma e está espaldada em uma grande aliada: a internet. Esse meio é algo revolucionário. É lá aonde as pessoas sentem-se livres para serem que e como quiserem. É lá que a sociedade encontra suas soluções e cria os seus problemas.
Grande parte do que é noticiado está vinculado a essa massa qie se comunica. Toda essa possibilidade de ser o reporter de seu próprio dia a dia, permite que, em alguns casos, essa situação se torne abusiva.
A sociedade que participa desse meio está segura por contratos que protegem sua identidade e possibilita que tenham maior "liberdade".
É espantoso perceber que, se por um lado, a tecnologia e a interatividade podem ajudar a sociedade, também podem prejudicar. O que dizer sobre os casos de pedofilia? Uma guerra travada diariamente aonde em uma sociedade que denuncia, existem aqueles que cometem o crime. E pior, são segurados pela não identificação. Pedófilos não foram presos, porque o provedor não podia revelar a identidade de seus assassinos.
A sociedade vive uma inversão, uma confusão de papeis. Aonde todos podem tudo e tudo convém para que se permaneça assim.

por Antonio Ribeiro

Será o futuro da profissão?

Não é de hoje que a indústria cultural influência a sociedade, cada vez mais a mídia cria espetáculos interessantes para que a massa consuma, gerando audiência e assim obtenham lucros.
Desde os tempos pré modernos existe espetáculo; na Grécia destacaram-se as olimpíadas, na Roma Antiga ofertas públicas de pão e circo, entre outros.
Segundo Guy Debord, o conceito “sociedade do espetáculo” onde tudo é especularizado e levado a mídia envolvendo entretenimento. Ele relaciona jornalismo ( manchetes e internet) como megaespetáculos onde as noticias são mostradas de modo exagerado, exemplos disso foi o caso do presidente Bill Clinton envolvido com escândalos sexuais; os ataques de 11 de setembro onde foi mostraram a dor para comover os telespectadores e muitos outros casos.
O jornalismo perde seu papel de informar e passa a se adequar ao espetáculo para donos de jornais, revistas e internet lucrem mais com produções nem um pouco jornalísticas.
Fica a pergunta a “sociedade do espetáculo” tomara o lugar do jornalismo sério e comprometido com a sociedade?

Fonte: Texto " Sociedade midiatizada"

Adriana Monteiro

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Literatura no celular vira febre no Japão

A ficção de celular virou um fenômeno de venda de livros no Japão. E agora ganha adeptos entre brasileiros


Ele é simples, gostoso de ler e fácil de carregar. Além de tudo, vende muito. Não se trata de um novo livro, e sim de seu celular. Depois da fotografia, da internet e da música, chegou a vez de a literatura invadir a telefonia móvel, na forma e velocidade de um torpedo. A ideia é um sucesso vindo do Japão. Os “romances de celular” (em japonês, keitai shosetsu) fizeram cinco em cada dez best-sellers do país em 2007. Foram temas de mangás, filmes e telenovelas. E a onda está ganhando adeptos no Brasil. A nova modalidade literária não dá espaço para Josés Saramagos, Mias Coutos e assemelhados. As frases são curtas, os textos não passam de 120 caracteres. É uma linguagem... telegráfica, como diriam os modernistas. Além disso, caso o leitor não goste, pode deletar os romances sem remorso. O fenômeno pegou entre as adolescentes, que escreviam anonimamente sobre suas experiências. Os capítulos eram curtos e podiam ser acessados por celular. As confidências viraram febre entre as garotas. Apesar disso, o primeiro romance de celular foi criado por um homem. Em 2000, um rapaz de codinome Yoshi, de Tóquio, passou a observar os estilos de vida de jovens em seu bairro. Teve então a ideia de escrever Deep Love (Amor Profundo), um romance sobre o dia a dia de jovens em Tóquio, e publicá-lo num site para celular. Nove anos depois, o Japão já tem mais de 1 milhão de textos desse tipo só no maior site, o Maho i-Land.

A fama do keitai shosetsu no Japão se deve a três fatores. O primeiro é a popularidade do celular. Uma pesquisa publicada pelo Grupo de Trabalho para o Resgate da Educação do Japão diz que 31% das crianças do 1º ao 6º ano de escolaridade e 58% das que estão entre o 7º e o 9º ano usam o aparelho. Outro motivo é preencher o tempo livre no transporte público. E o terceiro, a necessidade dos jovens de se expressar. “A sociedade japonesa é opressora do individual em favor da mentalidade de grupo, e o keitai shosetsu é a válvula de escape”, afirma Donatella Natili, pesquisadora de literatura japonesa da Universidade de Brasília.

No Brasil, onde interação faz parte da cultura, a história é diferente. O celular é buscado não por meninas tímidas, mas por artistas com propostas inovadoras. Um deles é o paranaense Samir Mesquita. Ele começou sua carreira com um livro de contos tão minúsculo que cabia em embalagens de caixinhas de fósforo. Aos poucos, percebeu que sua concisão também cabia na telinha de um celular. Levou então o desafio mais longe. Agora está escrevendo um romance, que será impresso e trará alguns capítulos em SMS (mensagens de celular). Samir não está só. A carioca Josefina Mello, de 60 anos, mora em São José dos Campos, São Paulo, e é uma mulher antenada: tem Orkut, e-mail e vai à faculdade. Mais: ela também é poeta de celular. Em dezembro, foi convidada pela escritora e produtora cultural Beatriz Galvão para invadir as caixas de entrada de 150 celulares do Vale do Paraíba, com outros 11 poetas. “Para quem se acostumou a receber só mensagem da operadora, deparar com uma poesia causou surpresa”, diz Josefina. “Recebi e-mails com elogios de gente querendo ler o poema inteiro. Isso criou uma troca mais efetiva com os leitores”. Como ela, 30 autores enviaram microcontos por torpedo a 2 mil interessados, durante a Mostra Sesc de Artes de São Paulo de 2008.
Por Maria Alves
Referências : Revista da Cultura edição 22 - maio de 2009 página 12

domingo, 17 de maio de 2009

Você acredita em tudo que lê?

A midia é uma imensa fábrica de ilusões, mas nem tudo que sai no jornal é verdade, prova disso foi o estudante Shane Fitzgerald, 22 anos, estudante da Universidade de Dublin, na Irlanda. Ele usou a Wikipédia para mostrar os riscos que os veículos de comunicação correm ao não checar as informações divulgadas na Internet. Mas sua pesquisa levantou a seguinte questão, será que nós não temos dado muita credibilidade a quem não merece? Como jornalista também nos arriscamos ao passar um informação de fonte duvidosa. Logo após a morte do compositor Maurice Jarre famoso por compor a trilha sonora de grandes sucessos de bilheteria, foi vencedor de três Oscars, quatro Globos de Ouros, dois BAFTA, GRAMMY, ASCAP, no final de março, ele inventou uma frase e lançou na enciclopédia colaborativa atribuindo-a ao artista. Grandes jornais como The Guardian, o “Guardian” caiu na história e fez uma correção em seu obituário, dizendo que a frase tinha sido criada na Wikipedia e se espalhou por outros sites. A mídia atua como gatekeepers (porteiros) da informação, mas se eles filtram os assuntos publicados, cabe aos leitores, selecionar o conteúdo e comparar. Pois nem tudo que é publicado pode ser verdade, quem não se lembra do boato sobre a morte de Paul McCartney? Para os desavisados vou contar a história. Paul estava em seu furgão tocando de biquini sem parar (ops, B.B. King sem parar), quando de repente seu furgão bateu num carrinho de camelô. Educado, Paul saiu do furgão e foi tentar ver se estava tudo bem com o camelô, porém quando ia se aproximando. Ouviu o novo CD do NX Zero. Ficou atordoado e paralizado instantaneamente. Logo após tal atitude, o SAMU foi acionado, mas já era tarde demais: Paul tinha se decepcionado com os rumos do Rock e se matou colocando o MP3 Player com todas as músicas do Fresno e do CPM 22, tendo falência múltipla de orgãos instantaneamente. Os paramedicos tentaram reagi-lo mas era tarde demais. Após a suposta morte teriam colocado um dublê em seu lugar e revelado pistas da morte de Paul em seus Cds. Bem a história não foi bem essa, mas se publicassem no New York Times quantos questionaríam? Paul McCartney é o canhoto e baixista mais famoso da história do rock a história verdadeira aconteceu quando (segundo a Wikipédia) no dia 12 de outubro de 1969, um telefonema anônimo ao DJ Russ Gibb da radio WKNR-FM de Dearborn, Michigan, informou sobre a morte de Paul dizendo que se a canção "Revolution 9" fosse ouvida ao contrário seria possível ouvir turn me on, dead man (reviva-me, homem morto). Posteriormente um estudante da Universidade de Michigan publicou uma revisão sobre o álbum Abbey Road detalhando vários indícios da morte de Paul McCartney. Um desses indícios seria a capa do CD Abbey Road (que não é do meu tempo rsrs) Na capa com os Beatles atravessando a rua Paul está com o passo trocado em relação aos outros, é o único fumando e está descalço (os mortos são enterrados descalços) além de estar com os olhos fechados. Lennon de branco representa a religião ou o próprio deus, Ringo a igreja ou o padre, Paul o cadáver e George o coveiro.O cigarro que Paul segura está na mão direita. o Paul verdadeiro era canhoto, estaria com o cigarro na outra mão. Um fusca branco estacionado na rua tem a placa 28IF um lembrete de que Paul teria 28 anos se estivesse vivo. O Fusca na Inglaterra é chamado de "Beetle". Na letra de Come Together "one and one and one is three" ou "um mais um mais um são três" se refere aos apenas três Beatles restantes. O que era para ser apenas um boato, tomou proporções gigantescas graças a mídia. E mesmo com Paul vivo tem gente que ainda acredita nesse boato.


por Viviane Lima



O Twitter e uma capivara lagunar

Coqueluche da vez na internet, o Twitter banaliza a evasão da privacidade com posts de 140 toques

Você já deu a sua twittada hoje? Pois é... o Twitter é a coqueluche do momento no ciberesepaço. Uma espécie de gripe suína na internet.

Sem receio de parecer um ogro pouco afeito à tecnologia, confesso que não tenho conta no Twitter, essa espécie de filho de blog com SMS. Estou no Orkut desde o início, fui arrastado para o Facebook, mas tenho resistido ao Twitter, assim como não aderi ao (falecido?) Second Life. Tenho as minhas razões de ordem filosófica, prática e até emocional para tanto.

Meu primeiro contato, há alguns meses, foi uma experiência surreal. Uma amiga que twitta mostrou um post de um amigo em comum. O sujeito, um obcecado por esportes cujo nome manterei no anonimato, reclamava do calor com o seguinte comentário: "Banho inútil. Suando como uma capivara lagunar".

Obrigado, mas prefiro viver sem esse tipo de informação desnecessária sobre os hábitos de (pouca) higiene do meu amigo. Se de perto ninguém é normal, como já disse Caetano, visto pelo Twitter, aí é que ninguém se salva mesmo.

Cada post no Twitter está limitado a 140 toques. Cada atualização é exibida em tempo real no perfil do usuário e enviada a outros usuários que tenham "assinado" como seus seguidores.

Para a maioria da humanidade, contudo, 140 toques sobre o próprio cotidiano é uma enormidade. Daí a profusão de obviedades como "acordei", "estou com fome, vou almoçar", "esse ataque do Flamengo é uma droga" e coisas do gênero. É a trivialidade da vida dos outros exposta de forma acintosa. Eu passo, obrigado.

Reconheço alguma utilidade no Twitter. Há quem se beneficie dessas mensagens curtas e instantâneas. Quem precisa transmitir uma informação importante para muita gente, funcionários de uma grande empresa, por exemplo. Ou quem quiser receber notícias em tempo real.

Outro uso do Twitter tão inconsequente quanto a evasão da privacidade banal dos conhecidos, só que um pouco mais divertido, é a elaboração de perfis falsos de celebridades. São paródias dessa febre e grassam no Brasil e no exterior.

Por aqui já são clássicos os do ator Victor Fasano, do crítico de cinema Rubens Ewald Filho, do ex-jogador Renato Gaúcho e de "O Criador". Lá fora, são hilários os do personagem de Darth Vader e do ícone da pancadaria Chuck Norris. Melhores do que se fossem os originais.

Fonte: Jornal Destak - Luiz Antonio Ryff - Editor executivo

sábado, 16 de maio de 2009

O jornalismo não vai acabar!

Por Erika Bismarchi




“O que espanta na Internet é essa quantidade absurda de notícias mal apuradas e opinião desenfreada. Isso é produto da rede, é a novidade, o desafio.” (Caio Túlio Costa / Observatório da Imprensa)

Tomando como principio essa frase do jornalista Caio Túlio Costa e o que foi aprendido em aula em relação às novas tecnologias que são inventadas todos os dias. Surge à preocupação de como será a profissão dos jornalistas no futuro. Dúvidas são freqüentes. Como será o jornalismo no futuro? Será que o jornal impresso acabará mesmo? E o rádio?

Creio que o suporte mudará, folhas e mais folhas que sujam as mãos serão trocadas por um pequeno laptop onde teremos a mobilidade de acessar de qualquer lugar, diferentes cadernos de jornais distintos, sem ter que andar com um batalhão de páginas embaixo do braço, apenas uma bolsinha para guardar um mini computador portátil bastará!

Será que a geração futura assistirá aulas por um Black Barry? Diariamente diminuem os tamanhos de nooteboks para maior mobilidade, todos os dias inventam celulares com mais recursos tecnológicos.

Assim como as histórias de contos de fadas foram adaptadas para os dias atuais em novelas, minisséries, o jornalismo irá se adaptar aos novos suportes. Mas, precisaremos tomar cuidado, para saber distinguir o que será notícia e o que será opinião. Já que é possível encontramos blogs voltados à informação, escrita por profissionais da área, mas também encontramos na rede blogs com textos com opinião do público, com ênfase em acontecimentos e fatos da vida real mas com falta de apuração, sendo notícias mal feitas e de pouca qualidade.

Com certeza, o jornalismo não irá acabar! E o que precisamos aprender é como lidar com esse “falsos jornalistas” que acreditam que só porque temos um recurso de fácil visualização e comunicação acreditam estar praticando o ato jornalístico.

As universidades já devem preparar os novos profissionais para saírem capacitados a esses novos suportes. A tecnologia esta evoluindo e os profissionais devem seguir essa evolução!

Um velho e um Novo Livro

"Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro" (Djavan)


O fim do Jornal Impresso pode estar mais próximo do que o previsto.

Quinta-feira assim que cheguei em casa, meu pai estava assistindo o Jornal Globo e começou uma matéria que me impediu de fazer qualquer outra coisa, me prendeu até mesmo por se tratar de um assunto que temos discutido tanto na faculdade.

A matéria mostrava os livros eletrônicos que já estão expandindo nos EUA, o telejornal escolheu duas imagens, a de pessoas lendo o livro de papel e depois as pessoas lendo os livros eletrônicos. Como se dissessem: "A realidade que vocês conhecem, vai mudar".

Apresentou os benefícios que nós já conhecemos muito bem, a economia do papel, ajudando assim na preservação da nossa natureza sempre é um dos maiores motivos.

O novo método de leitura tem suas vantagens, diferente do computador a luz não incomoda nem faz com que tenhamos dor de cabeça, ela pode ser lida até debaixo do sol. Isso é mais uma prova de que o jornal impresso está chegando ao fim.

Claro que também mostrou que existem pessoas apegadas ao velho método, como uma estudante norte americana que segurava um livro na mão e dizia que gosta do cheiro das folhas e que lê-lo a deixa calma, mostrando sua preferência pelo papel. Uma outra mulher norte americana também, apaixonada por livros e colecionadora, afirmou que um não substitui o outro, mas que é o complemento do outro, ela por sua vez aderiu a nova tecnologia, vai separar os livros que mais gosta e dar o resto ou jogar fora.

Se preparem a terra está girando e tudo está mudando.

ass:Nayelen




Novelas brasileiras têm impacto sobre os comportamentos sociais

Estudos do BID mostram que as novelas ajudaram a moldar as idéias das mulheres sobre casamento e família
Famosas há muito por mostrar praias maravilhosas, personagens carismáticos e representações realistas da vida e das aspirações da classe média, as novelas brasileiras ajudaram a moldar as idéias das mulheres sobre divórcio e filhos de maneira crítica, segundo dois estudos recentes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Ambos os estudos analisam o papel da televisão e das novelas em influenciar mudanças significativas nas taxas de fertilidade e divórcio no Brasil nas três últimas décadas. As taxas de fertilidade no país caíram mais de 60% desde a década de 1970 e os divórcios aumentaram mais de cinco vezes desde a década de 1980. Durante o mesmo período, a presença de aparelhos de televisão teve uma elevação de mais de dez vezes, estando hoje em mais de 80% das residências.
As descobertas dos dois estudos, Novelas e Fertilidade: Evidências do Brasil, e Televisão e Divórcio Evidências de Novelas Brasileiras, podem ter implicações importantes para os governos de países em desenvolvimento. As autoridades desses países com freqüência têm dificuldade para educar a população em questões sociais e de saúde pública fundamentais devido à alta taxa de analfabetismo e aos níveis limitados de circulação de jornais e de acesso à internet.
“A televisão desempenha um papel crucial na circulação de idéias, em particular em nações em desenvolvimento com uma forte tradição oral, como o Brasil,” disse o economista do BID Alberto Chong, um dos autores dos estudos. “Os artigos sugerem que alguns programas de televisão podem ser uma ferramenta para transmitir mensagens sociais muito importantes que ajudem, por exemplo, a lutar contra a disseminação da epidemia de Aids e promover a proteção dos direitos de minorias.”
Os dois estudos centram-se na expansão da Rede Globo, o maior grupo de mídia do Brasil e a quarta maior rede de televisão comercial do mundo. A Globo tem ampla cobertura nacional: suas transmissões foram expandidas para 98% dos municípios do país na década de 1990, atingindo 17,9 milhões de residências, em comparação com praticamente zero em meados da década de 1960.
rápida expansão da Globo durante esses anos e a mudança acentuada de alguns indicadores sociais brasileiros oferecem um campo fértil para pesquisas. Os estudos realizam uma série de testes econométricos com resultados estatísticos consistentes. Utilizam dados demográficos amplos e informações detalhadas sobre a expansão da cobertura dos sinais de televisão e sobre o conteúdo das novelas no Brasil nas três últimas décadas.


Impacto da televisão
Os estudos mostram que a televisão teve um papel importante na influência das percepções das mulheres sobre casamento e família de 1970 a 1991, ao lado de outros fatores bem estudados como aumento dos níveis de instrução e do acesso a contracepção e algumas políticas governamentais.
O primeiro estudo encontrou que as taxas de fertilidade, ou o número de nascidos vivos por mulher em idade reprodutiva, foram significativamente mais baixas em áreas do Brasil alcançadas pelo sinal da rede Globo do que em áreas que não recebiam o sinal.
O impacto sobre o comportamento foi mais forte entre mulheres de famílias pobres e mulheres no meio ou no final de seus anos reprodutivos, sugerindo que a televisão influenciou a decisão de parar de ter filhos, e não de quando deveriam começar a ter filhos.
Em geral, a probabilidade de uma mulher ter um filho em áreas cobertas pelo sinal da Globo caiu 0,6 ponto percentual a mais do que em áreas sem cobertura. A magnitude do efeito é comparável à de um aumento de 2 anos no nível de escolaridade das mulheres. Não houve impacto nas taxas de fertilidade no ano anterior à entrada do sinal da Globo.
A exposição constante às famílias menores e menos oneradas que aparecem na televisão pode ter criado uma preferência por ter menos filhos, disse Chong.
A pesquisa de Chong sobre fertilidade e televisão também revelou um impacto relacionado sobre a taxa de divórcios. Embora os dados de apoio não fossem tão amplos, Chong encontrou que a porcentagem de mulheres separadas ou divorciadas também é maior em áreas que recebem o sinal da Globo, em particular em pequenas comunidades em que uma alta proporção da população tem acesso às transmissões da emissora. Essas áreas apresentaram um aumento de 0,1 a 0,2 ponto percentual na porcentagem de mulheres de 15 a 49 anos que são divorciadas ou separadas. O aumento é pequeno, mas estatisticamente significativo, de acordo com Chong.
O impacto é comparável a um aumento de 6 meses no nível de instrução de uma mulher, o que é um efeito muito significativo quando se leva em conta que a escolaridade média das mulheres no período era de 3,2 anos.



Influência das novelas
Sessenta a oitenta milhões de brasileiros assistem regularmente a novelas noturnas em português. A Globo domina a produção nacional de novelas, as quais geralmente mostram um modelo de família muito específic pequena, atraente, branca, saudável, urbana, de classe média ou alta e consumista.
O cenário, na maioria das vezes, são as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. Em geral, as famílias mais felizes nas novelas são pequenas e ricas, enquanto as famílias mais infelizes são mais pobres e com mais filhos.
Os estudos analisaram o conteúdo de 115 novelas transmitidas pela Globo entre 1965 e 1999 nos dois horários de maior audiência: 19 e 20 horas. Sessenta e dois por cento das principais personagens femininas não tinham filhos e 21% tinham apenas um filho. Vinte e seis por cento das protagonistas femininas eram infiéis a seus parceiros.
Os enredos das novelas com freqüência incluem críticas a valores tradicionais. Por exemplo, o sucesso de 1988 da rede, a novela Vale Tudo, apresentava uma protagonista que era capaz de roubar, mentir e enganar a fim de alcançar o seu objetivo de ficar rica a qualquer custo. A Globo também trouxe para a tela estilos de vida modernos e emancipação feminina em novelas como Dancing Days, transmitida em 1978, em que a protagonista feminina era uma ex-presidiária lutando para reconstruir sua reputação e recuperar o amor de sua filha adolescente.
A redução das taxas de fertilidade foi maior em anos imediatamente seguintes à exibição de novelas que incluíam casos de ascensão social, e para mulheres com idades mais próximas da idade da protagonista feminina da novela.
As novelas também influenciaram a escolha dos nomes dos filhos. A probabilidade de que os 20 nomes mais populares em uma determinada área incluíssem um ou mais nomes de personagens de uma novela exibida naquele ano foi de 33% se a região recebesse o sinal da Globo. Em regiões sem acesso à Globo, a probabilidade foi de apenas 8,5%.
"Há ainda indicações sugestivas de que o conteúdo das novelas tenha influenciado também as taxas de divórcio", de acordo com Chong. "Quando a protagonista feminina de uma novela era divorciada ou não era casada, a taxa de divórcio aumentava, em média, 0,1 ponto percentual."


Globo versus SBT

A expansão do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), a segunda maior rede de televisão do Brasil, não afetou as taxas de fertilidade no país durante o mesmo período.
Os estudos atribuem esse resultado a diferenças de conteúdo. As novelas da Globo são escritas por autores brasileiros e produzidas no Brasil, enquanto a maioria das novelas do SBT é importada do México, ou usa enredos importados.
"Para afetarem o comportamento, os programas têm que ser percebidos como representações realistas da sociedade brasileira", disse Chong. "O público consegue se identificar facilmente com as situações apresentadas nas novelas da Globo."
As novelas da Globo também têm produção muito mais cara do que as produzidas no México ou em outros países latino-americanos. A Globo gasta em média cerca de US$ 125.000 por capítulo de novela, ou cerca de 15 vezes mais do que qualquer rede da América Latina.
Além disso, as novelas da Globo são filmadas em locais facilmente reconhecíveis e mostram um ambiente de classe média típica que a maioria dos espectadores pode identificar, qualquer que seja a sua situação socioeconômica. fertilidade, com Chong e Ferrara




Maria Alves