terça-feira, 26 de maio de 2009

Como uma onda no mar...




Estive pensando em muitas coisas ao ler todos esses textos no blog, todos esses textos sobre Extensões, hibridização, sobre Narciso, o mito da caverna, as maquinas sensoriais, musculares e cerebrais. Realmente a gente mergulha nos pensamentos e chega a se perder dentro deles, é tanta coisa nova, tanto conhecimento, que às vezes fica até difícil de separar uma coisa da outra. Mas é esses novos conhecimentos que nos dão base para discutirmos, para entendermos melhor coisas que antes nem se quer pensávamos, vale à pena ler textos que no começo não nos interessavam, mas que depois passam a fazer sentido em nossas cabeças nos permitindo enxergar melhor.
E todo conhecimento nos modifica passando a fazer parte de nós, não somos os mesmos de segundos atrás, agora falamos sobre adaptação, sobre extensão e não apenas falamos, nós entendemos isso, e isso passa a ser conteúdo incluso nos nossos textos e discursos, o que chamaríamos de intertextualidade.
Com base em todas essas leituras e esse semestre de faculdade tendo contato com Comunicação comparada, este é apenas um texto de reflexão sobre tudo isso, reflexão minha, mas podemos dizer que esse texto é somente meu sem nenhuma interferência de fora? Aprendemos que não, que tudo que eu escrevo não é apenas meu, mas está incluído nele toda a minha bagagem cultural, tudo que aprendi com meus pais, amigos e pessoas com quais me relaciono, meus professores sejam eles de dentro ou de fora de uma faculdade ou escola, o conhecimento não bate na gente e vai embora, ele bate na gente e fica de algum jeito, seja para irmos contra ele, fazendo com criemos nossa própria teoria ou para concordarmos e ampliarmos ele, incluindo outras coisas que aprendemos com nossos “professores” da vida.
Vimos que o homem, que narciso não estava apaixonado pela sua imagem, mas pela extensão dela, ele ficou encantado com o reflexo, com a possibilidade de se ver, e foi isso, esse sentimento que fez com que criássemos extensões dos nossos órgãos, vimos que não nos contentamos em apenas fazer extensões, quisemos ampliar isso, juntando mais de um órgão no mesmo, formando maquinas que não apenas era sensorial mas também muscular ou até mesmo cerebral, mesclamos várias funções em uma maquina apenas.
Vimos também nos estudantes de jornalismo o medo de perder um de seus patrimônios, “o jornal impresso”, o medo de ficar sem emprego, o medo de perder algo que tem um significado, que contem a essência do jornalismo, o começo de tudo, um medo do futuro, vimos também o medo de que a maquina nos domine, o medo de que o avanço tecnológico seja tão grande que no futuro sejamos substituídos, o medo de nos tornarmos tão dependentes das maquinas que já não saibamos mas viver sem, ao ponto de sermos dominados por elas e não mais dominarmos, o que tiraria nosso poder, aquele que amamos ter sobre as coisas.
Muitas coisas pensamos nesse semestre de comunicação comparada, muitas manifestações tiveram e faltou outras tantas, houve também o silencio, as vezes quase absurdo e insuportável em determinados momentos, passando que ou não sabíamos nada, ou sabíamos demais ao ponto de não ter nada a perguntar. Mas eu cheguei também a uma conclusão, na verdade farei uma metáfora agora, uma comparação. Nossos medos em relação a tudo que conhecemos ficou aflorado, fez lutarmos por aquilo que a gente considera importante, teve gente batendo o pé não concordando com o fim do jornal impresso, teve gente questionando o quanto e até que ponto as maquinas nos fazem bem. Pensamentos válidos claro, sou eu uma das pessoas que sentiu todos esses medos e que também se armou contra o fim do jornal impresso, mas eu entendi que, tudo isso é como uma ONDA, não podemos impedir de que aconteça, mudanças vão ocorrer, não poderemos deter, e assim como a onda ela vai bater mais forte em determinados lugares e mais fracos em outras, o medo existe, serve para a gente ficar alerta, nos proteger, mas ele também não pode nos impedir de conhecer coisas novas e de ter contato com elas. Não podemos ser extremistas, não podemos achar que tudo de ruim vai acontecer, ou também acharmos que somente as melhores coisas do mundo acontecerão, é preciso equilibrar minha gente, equilibrar, tudo tem vários lados, precisamos analisar tudo com calma, mas nos permitir conhecer coisas que podem melhorar nossas vidas. Se não fosse assim não teríamos chegado onde chegamos, com avanços que fazem muita diferença nas nossas vidas, com certeza tem alguma coisa que foi inventada que você fala “UHUuuu! Que bom que isso foi inventando” ... (O chuveiro elétrico, que bom que inventaram o chuveiro elétrico) e claro que também existem outros que você nem faz questão e nem acha que deveriam ser inventados. Mas se não conhecêssemos como poderíamos julgar isso?!
Nayelen ^^

2 comentários:

  1. Não sou jornalista nem escrito. Sequer escrevo bem. Sou aposentado. Meu imposto de renda é retido na fonte pelo INSS. Já nosso querido apedeuta tem sua receita de INSS como anistiado político acima do teto do INSS livre de IR.
    Minha forma de lutar contra os desmandados implantados por este governo corrupto no Brasil é através de um blog http://brasillivreedemocrata.blogspot.com/
    Gostaria de contar com a presença e dos comentários das pessoas de bem que não se conformam com a desonestidade, a falta de ética e a corrupção em nosso governo.

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  2. It's scary to think that the News Paper will someday be obsolete. News print paper has gone up 130% in the past year in Canada and they have so much less advertising. Many papers do not exist - only on-line, disapeared all together, got rid of sections or not printing all days of the week anymore.

    I fear that this will happen to books as well. Everything should not just be on-line.

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